Competir profissionalmente é bom ou ruim?

Por Roberto Dariva – CEO Navita

Antes de começar a elaborar sobre isso, é preciso refletir sobre o que significa competir. Competidores são dois ou mais indivíduos que seguem numa mesma direção, com um mesmo objetivo, em geral, tentando desempenhar melhor que os demais, para vencer a competição. Muitas pessoas confundem competição com confronto, conflito, luta, guerra. E definitivamente não é a mesma coisa. Tampouco é um vale tudo que permita trapaças ou deslealdades!

Algumas pessoas nascem competitivas e outras tornam-se por causa do ambiente. Esportes, geralmente, também ajudam a desenvolver a competitividade e fazem as pessoas buscarem a superação. Eu sou suspeito para falar de competitividade porque compito até comigo mesmo e sempre busco um desafio ou algum adversário, mesmo que imaginário, para elevar meu desempenho. Já descobri que é por isso que me lesiono tanto e que a competitividade em excesso pode ser ruim. Em minha dissertação de mestrado escrevi a seguinte dedicatória: “A todos aqueles que sempre buscam alcançar o impossível, indo sempre além que os pobres acomodados”.

Mas percebi que os jovens profissionais, em sua maioria, não gostam de ambientes competitivos. Querem ascensão rápida, mas não querem competir com seus colegas que ocupam posições similares. Por que? Aqui vão algumas hipóteses:

Morrem de medo de fracassar – Mas talvez não saibam a importância do fracasso, dos ensinamentos que nos traz, do acúmulo de energia para explodir em busca da próxima vitória!

São acomodados demais – E pensam que a vida tem a obrigação de trazer em seus braços tudo o que esperam conseguir.

Não são determinados – Se conseguirem chegar à final está ótimo, mas se caírem na primeira fase está bom também, porque ir além exigiria tanto que esforço que não sabem se valeria à pena.

Não foram criados em um ambiente competitivo – Não tiveram que competir com seus irmãos para conseguir as coisas. Não praticaram esportes competitivos para descobrir que a competição pode nos levar mais longe.

Querem evitar pressão – Alguns posicionam-se como avessos à competitividade por medo de receberem desafios maiores que os que estão acostumados e terem que trabalhar sob pressão.

A competitividade não se aplica a todos, definitivamente. Algumas pessoas não possuem esse perfil e não seriam felizes se tentassem ser (muito) competitivas, mas as empresas precisam de pessoas que possam ir além do que os pobres acomodados. O desafio é encontrar o balanço certo para o seu grau ideal de competitividade. Uma vez encontrado e se houver determinação e paciência para subir a escada, degrau por degrau, o sucesso e o reconhecimento serão as consequências mais prováveis.

Quem vai competir comigo e contribuir ou discordar dessa análise? 😎

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