Gestão da Mobilidade Começa com Processos

Normas e padrões eficientes podem trazer entre 20% a 30% em ganhos de eficiência às iniciativas de gestão de mobilidade corporativa.

Uma organização com um parque razoável de dispositivos móveis se debruça para avaliar seus custos de telecom e constata que por muito tempo vinha gastando mais de meio milhão de reais por ano com “pacotes básicos” de linhas de telefone não mais utilizadas. Mais um caso: uma companhia olha para a fatura recebida da operadora com a qual trabalha e descobre que um único funcionário pediu um iPad por mês por quatro meses seguidos.

Você pode estar se perguntando o que esses fatos reais trazem em comum? A resposta é: falta de processos na gestão de dispositivos móveis. Em ambos, depois de análise do cenário, a situação apontou para falhas geradas pela ausência de uma política clara e adequada para as iniciativas focadas em mobilidade corporativa.

A computação cada vez mais pessoal e acessível tomou de assalto o ambiente corporativo ao longo da última década. A mobilidade chegou de forma tão intensa nas empresas que muitas entraram nesse mundo como que por osmose. Muitos gestores só se deram conta disso quando dezenas, centenas e as vezes milhares de aparelhos já estavam lá, nas mãos dos executivos.

Com isso, em regime de urgência, muitas empresas começaram a “gerir” seus dispositivos móveis de maneira atabalhoada, em um modelo de apagar incêndios, o que desencadeou o surgimento de ambientes sem lei. Observando que esse caos gerava situações complicadas como as descritas acima, chega-se a conclusão que ter governança sobre iniciativas de mobilidade é tão ou mais primordial quanto a camada de sistemas que suporta esses dispositivos móveis. Afinal, sem controle, não há gestão.

Como vimos acima, a falta de processo traz impacto significativo em questões como controle de inventário de aparelhos e linhas, pagamento de faturas e rateio de custos entre unidades de negócio.

Por outro lado, calcula-se que o estabelecimento de normas e padrões eficientes pode trazer entre 20% a 30% em ganhos de eficiência às iniciativas de gestão de mobilidade corporativa. Eis quatro situações onde se observa impacto significativo com o estabelecimento de normas:

  • Maior velocidade para tomada de decisões
  • Mais precisão nos controles de inventário e contratos
  • Redução de custos de equipamentos e tarifas
  • Melhor satisfação do usuário

Além disso, é importante saber que a adoção das melhores práticas de mercado servem como uma plataforma para potencializar uma estratégia móvel.

29 de setembro de 20140

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