Segurança ainda é o maior desafio para adoção de dispositivos móveis nas empresas

Hoje, o maior desafio da mobilidade é a segurança. Com a crescente adoção de smartphones e tablets corporativos, as empresas estão mais expostas ao vazamento de informações e aos malwares, sendo obrigadas a adotar estratégias e soluções para a proteção das informações trafegadas até a ponta.

De acordo com projeção da Juniper Research, o número de funcionários usando smartphones e tablets próprios no ambiente de trabalho, fenômeno conhecido como BYOD (bring your own device, ou traga seu próprio dispositivo) deve ultrapassar um bilhão em 2018. Mas, ao mesmo tempo em que cresce a adoção de dispositivos móveis para uso corporativo, aumentam as ameaças e vulnerabilidades. Segundo estimativa da Trend Micro, as aplicações maliciosas em plataformas móveis podem chegar a três milhões neste ano.

Diante deste cenário, especialistas do setor de TI debateram os principais desafios da segurança móvel no ambiente corporativo durante o Fórum Mobile+, realizado nesta quarta-feira, 1º, em São Paulo.

Na visão de Leandro Coletti, diretor da Sikur, empresa do grupo Ciberbras e que atua no mercado de tecnologia e segurança da informação, o maior problema hoje com segurança está, de fato, na comunicação. “A preocupação está com o tráfego de dados corporativos sensíveis, não importando qual dispositivo ou rede utilizada, ou até mesmo quão boa é a infraestrutura”, diz. Neste sentido, o executivo ressalta que as empresas devem se atentar ao uso da criptografia dos dados, que o desafio está em empacotar informações em tecnologias criptográficas.

Por outro lado, Coletti enfatiza que os provedores de soluções de segurança ainda encaram alguns obstáculos na oferta ao setor corporativo. “Infelizmente a maior dificuldade que os fornecedores de soluções de segurança enfrentam hoje em vender seus produtos às empresas é a resistência por parte do diretor de TI ou gestor da corporação, que não sente a ‘dor'”, pontua. Roberto Dariva, sócio-fundador da Navita, desenvolvedora especializada em soluções móveis para o mercado corporativo, salientou, ainda, que o importante é proteger a informação corporativa no dispositivo móvel e não o hardware. E foi além ao afirmar que “o mais caro é o prejuízo e não o investimento para evitá-lo”.

Evolução da mobilidade corporativa
Em sua apresentação, Dariva, da Navita, também mostrou a evolução da mobilidade corporativa no Brasil, a qual, segundo ele, pode ser dividida em ‘três ondas’. A primeira delas, entre 2005 e 2009, foi caracterizada pelo surgimento do conceito da gestão de dispositivos (MDM, em inglês) e pelo uso dos primeiros iPhones e dispositivos com Android. “Neste momento ainda não se falava em riscos e na segurança de dispositivos móveis”, comenta.

Em uma segunda etapa, as empresas começaram a usar, de fato, o MDM e a perceber os riscos de segurança dos dispositivos móveis, ainda de acordo com Dariva. Por fim, na terceira onda, vivenciada atualmente, o mercado chega à maturidade e as empresas passam a procurar também, além do MDM, a gestão de conteúdo (MCM, em inglês), gestão de aplicativos (MAM), gestão de e-mails (MEM), entre outros recursos que integram a gestão móvel empresarial (EMM).

Atenta à importância da gestão de dispositivos móveis nas corporações, a TIM ampliou recentemente seu portfólio de soluções MDM. A operadora, em parceria com a Navita e a Samsung lançou no primeiro semestre uma oferta inovadora de mobilidade corporativa: o MDM TIM+KNOX, disponível para aparelhos Samsung com sistema operacional Android e homologados para a solução KNOX. A solução prevê a criação de uma espécie de container virtual nos dispositivos móveis, que isola os dados corporativos dos pessoais, permitindo que as empresas monitorem, protejam e façam a gestão remota com mais eficiência e segurança.

Por meio do MDM TIM+KNOX, aplicativos e dados que rodam no container não podem interagir com os demais dados fora deste ambiente corporativo virtual, o que possibilita aos gestores de TI blindar as informações estratégicas e reduzir custos com segurança. “As organizações ainda não estão preparadas aos riscos que estão expostas, por mais evoluído que esteja o mercado”, finaliza Debora Bortolasi, diretora do Top Clients da TIM Brasil.

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