Internet das Coisas – Ainda há muito trabalho a ser feito

As projeções para o mercado de IoT nos próximos anos são astronômicas. Mas, em um cenário que aponta o Brasil com apenas 1% de participação no mercado mundial de IoT, o país ainda tem muito o que fazer para ver esses números de fato se estabelecerem.

Essa é a visão de Zaima Milazzo, diretora do Centro de Inovação Digital da Algar Telecom, que participou do bate-papo com o CEO da Navita, Roberto Dariva, sobre a Política Nacional de IoT.

De acordo com Zaima, os principais aspectos que precisam ser considerados em uma política nacional que regule o setor é o fomento à inovação e pesquisa, a criação de estímulos fiscais e tributários e, especialmente, a garantia da monetização de toda a cadeia produtiva que envolve Internet das Coisas.

Em tese, esse é o caminho proposto com a criação da Política Nacional de IoT, que tem como objetivos três metas principais:

Metas Transversais: visam estabelecer um ecossistema estável e favorável ao desenvolvimento e à implementação de soluções de IoT;

Metas Finalísticas: visam induzir a adoção de soluções de IoT pela sociedade brasileira;

Metas de Demanda: visam definir o tamanho do mercado de dispositivos conectados que estarão operacionalizando as soluções de IoT em 2025.

Para isso, além da consulta pública realizada em janeiro que recebeu  2.800 contribuições, há outras cinco consultas públicas organizadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações a ser realizada até setembro de 2017.

Estas consultas pretendem tratar de questões detalhadas no âmbito: tributário, geração de oferta e de demanda, regulatório, educação, P&D, segurança e privacidade das informações, interoperabilidade (capacidade de um sistema de se comunicar de forma transparente com outro sistema) e arranjos produtivos (cadeias monetizáveis).

A participação das empresas, profissionais e população é fundamental para criar um plano que atenda as necessidades de toda a cadeia. Com um mercado tão amplo, oportunidades é o que não faltarão. Isso, porque o negócio de IoT deverá ter uma modelagem diferente do adotado no setor de Telecom até o momento.

Conforme a diretora da Algar Telecom, a prestação de serviço se dará em forma de um ecossistema, divididos em layers: objetos inteligentes, conectividade, plataforma, aplicações e o de segurança, que interage com  todos. Além disso, ela acredita que há diferentes papéis nessa cadeia, como o do integrador ou do provedor de serviços, que fornece a solução vertical para um segmento.

Na prática, esse modelo permitirá a empresas de diferentes tamanhos e segmentos, como startups, por exemplo, assumirem o protagonismo em um determinado layer, como é o caso do desenvolvimento de objetos inteligentes e de aplicações, muito pulverizados e que dependem de soluções específicas.

Zaima comentou ainda as iniciativas da Algar para a criação de projetos de IoT já em andamento na área de segurança, agronegócio, turismo,  além do projeto de aceleração de startups.

Para conhecer alguns cases apresentados por ela e toda a discussão sobre o Plano Nacional de IoT, veja agora o vídeo do bate-papo disponível na íntegra.

Conheça também a websérie com conteúdo especial sobre Internet das Coisas produzida pela Navita.

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