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logistíca em campo

Logística em campo funciona enquanto o dispositivo funciona. 

Mas quando o coletor do operador de armazém trava no meio da conferência de uma carga de 400 itens, quem para não é a doca inteira. Ou quando o motorista perde o smartphone corporativo durante uma rota de 80 entregas, o problema são os dados de todos os clientes daquele dia expostos sem que ninguém consiga fazer nada a distância. 

Esses cenários acontecem toda semana em operações de logística sem gestão de dispositivos estruturada e o custo raramente aparece numa linha do orçamento de TI, porque ele fica escondido em horas paradas, retrabalho, atrasos de entrega e incidentes que ninguém registra formalmente. 

Este guia é especifíco para empresas de logística em campo, e mostra como esses problemas aparecem na prática, quem são as pessoas afetadas e como o MDM resolve cada um na ponta da operação. 

Quem usa dispositivos na logística e para que? 

Antes de falar em solução, vale entender quem são as pessoas que seguram esses dispositivos no dia a dia. Cada cargo tem um perfil de uso diferente, um tipo de dispositivo diferente e riscos diferentes quando a gestão falha.

O operador de armazém

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Trabalha com um coletor de dados ou leitor de código de barras, ele passa o turno inteiro dando baixa em itens, registrando movimentações de estoque e conferindo cargas. O dispositivo é a ferramenta principal de trabalho.

Esse público precisa que o app de WMS funcione na versão correta, que o leitor de código de barras fique sincronizado e quanto mais simples for essa interface, mais rápido ele trabalha.  

Quando esses aplicativos falham, quando os dados não sincronizam com o sistema central, os itens conferidos não parecem no relatório e quando esses problemas aparecem a doca inteira da empresa para. 

O motorista e o entregador 

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Trabalham com smartphone corporativo, usam para navegação, confirmação de entrega com assinatura digital, comunicação com a central e, em alguns casos, cobranças no ponto de entrega. 

Nessa área eles usam muito aplicativos de roteiro, aplicativos de confirmação de entrega e linha de comunicação com a central, o que significa que todos precisam funcionar independentemente da região da cidade (com ou sem sinal de dados variável). 

Quando essa linha falha a entrega fica constando como não confirmada no sistema, o registro de assinatura digital do cliente acaba não subindo na base, entre outros pontos que podem afetar diretamente esse público. 

O gestor de pátio e o supervisor 

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Trabalham com tablet ou notebook, precisam de uma visibilidade em tempo real do que está acontecendo no armazém e nas rotas, precisam de acesso a relatórios e comunicação com equipe e com a gestão. 

Os gestores precisam de acesso direto aos sistemas de gestão, aos paineis de acompanhamento e aos canais diretos de comunicação. 

Quando um desses sistemas falha, as decisões tomadas nas informações que ele ‘tinha’ quando o sistema estava ativo já podem estar defasadas, alguns atrasos podem ser verificados com facilidade e muitas vezes quando o sistema volta já é tarde demais para corrigí-los. 

O que acontece na logística em campo quando o dispositivo falha 

Como em todas as áreas, em logística também se enfrentam dificuldades, algumas pequenas e outras grandes demais quando um dispositivo da frota falha, entre elas: 

O app de WMS está desatualizado e a doca para 

Vamos contextualizar a situação com uma situação hipotética (que acontece nesses ambientes): em uma sexta-feira, o sistema de gestão de armazém fez a liberação de uma atualização obrigatório, a grande maioria atualizou durante o seu turno, mas a outra metade não fez. E por fim, os coletores que não atualizaram como deveriam pararam de sincronizar com o sistema central. 

Qual o resultado disso? Alguns operadores conseguiram conferir as cargas normalmente, já outros ficaram travados por falta de atualização em seus coletores e a doca acabou ficando parcialmente parada enquanto a equipe de TI tentava primeiramente identificar, e depois recolher manualmente os coletores para atualizar, um a um. 

Na história contada parece algo relativamente simples de ser resolvido, mas na vida real essa prática vira insustentável, ainda mais se pensarmos na quantidade de dispositivos/coletores que circulam dentro da sua empresa hoje, certo? 

O motorista perdeu o celular e os dados de 80 clientes foram com ele 

Vamos contextualizar outra situação: em um dia, no turno noturno, um motorista percebeu que perdeu o smartphone só na hora que foi procurá-lo para confirmar a última entrega, esse aparelho, assim como todos os outros da frota, possuia o aplicativo de roteirização aberto, com todas as paradas (incluindo os endereços e dados de todos os clientes que tiveram a entrega feita nas últimas semanas). 

Nesse caso, se a equipe não tiver o MDM operando nesses dispositivos não será possível executar o wipe remoto, e esse aparelho ficará exposto até que alguém o encontre, e isso além de um problema de atraso em questão das entregas, pode gerar uma inconformidade com a LGPD, já que todos os dados dos clientes ficarão abertos nesse aparelho sem que ninguém possa deletá-los remotamente. 

O entregador instalou um app pessoal que consumiu o pacote de dados 

Outra coisa que vemos muito acontecer é quando um entregador por exemplo, instala um aplicativo de streaming no celular corporativo, e usa os dados que a empresa paga mensalmente nos custos de TEM para assistir vídeos entre as entregas, e por consequência o pacote de dados do mês acaba antes do fechamento do ciclo do pacote. 

Quando um dispositivo não possui uma política de aplicativos aplicada automaticamente (coisa que o MDM entrega), o colaborador acaba instalando os aplicativos que enxergar como essenciais, e isso acaba gerando um custo não esperado para a empresa, já que em um caso como esse, ela teria que custear um plano avulso de dados para que o colaborador consiga continuar a realizar as suas entregas sem nenhuma intercorrência. 

Ninguém sabe quantos dispositivos estão ativos 

Outro problema muito comum em empresas sem MDM, quando alguém recebe uma pergunta de “Quantos dispositivos temos hoje em nossa frota?”, ninguém consegue responder com clareza. Isso porque, em uma empresa com milhares de aparelhos, ninguém conseguiria contabilizar todos e saber exatamente quais estão ativos e se eles estão atualizados como necessário. 

Isso acontece pela falta de um inventário automatizado (outra ferramenta presente no MDM da Enghouse Navita), através desse inventário automatizado a empresa consegue ter o levantamento completo de: quantos dispositivos tem no total, quantos estão ativos, qual a porcentagem de bateria desses aparelhos, quais são os modelos, quais estão inativos ou com alguma inconformidade (normalmente por falta de atualização), e ainda quais estão fora da política de áreas (com aplicativos não permitidos para a sua função instalados nos aparelhos).

Novo colaborador começa o turno sem ter o dispositivo configurado 

Quando um onboarding acontece na sua empresa, como funciona atualmente o processo de configuração dos dispositivos? Se a resposta for manualmente, um a um, temos um problema aqui. 

Imagine por esse ponto de vista: sua empresa acabou e contratar 15 entregadores para cobrir uma demanda extra de fim de ano, se o TI precisar configurar todos os aparelhos: coletores, smartphones, tablets, entre outros, manualmente, esse trabalho em algum momento se tornará falho, afinal o ser humano tende a realizar algum erro em algum momento. 

Essas horas de trabalho repetitivo podem ir por água a baixo se algum colaborador receber o aparelho com uma configuração ou atualização errada, e esse é outro ponto de extrema importância que o MDM atua, pois quando um novo funcionário inicia na sua empresa a configuração em todos os aparelhos que ele irá utilizar e feita automaticamente e de acordo com a sua função, o que não permite que aconteçam desvios, principalmente com a questão dos aplicativos permitidos. 

Você identificou algum desses problemas acontecendo agora na sua empresa? O diagnóstico do MDM Navita Connect mapeia o parque de dispositivos e identifica os riscos. 

Como o MDM resolve cada falha? 

MDM é a sigla para Mobile Device Management, esse é o sistema que centraliza o controle de todos os dispositivos corporativos em um único painel. Em logística, ele resolve cada um dos cinco problemas acima de forma automática, mas agora vamos pontuar função por função, como o MDM resolve as falhas. 

Operador de armazém 

Para esse grupo o MDM garante que os coletores do turno estarão com a versão correta, sem que o operador precise parar o seu trabalho para abrir um chamado para o TI por exemplo, e mesmo que esse coletor saia de conformidade com aquilo que foi programado, automaticamente surge uma sinalização no painel, o que permite que o sistema arrume esse problema antes que paralize o trabalho dos operadores. 

Motorista e o entregador 

Com a padronização de aplicativos por função, o smartphone do motorista/entregador da sua empresa terá acesso apenas aos aplicativos necessários para a função, eles são todos determinados previamente, o que facilita na hora de alguma inconformidade (por conta de alguma tentativa de download não permitida) seja notificada facilmente para o painel central. 

Além disso, se caso o aparelho for perdido, o wipe remoto pode ser executado imediatamente e virtualmente, fazendo com que todos os aplicativos e dados dos clientes sejam excluídos rapidamente, evitando qualquer problema quanto a exposição de dados. 

Gestor de pátio 

Já para quem está por trás de visualizar toda a frota de dispositivos, o inventário em um painel único facilita demais, já que o gestor consegue visualizar o status de cada dispositivo em campo, e também os detalhes como: qual turno está usando qual aparelho, qual o nível de bateria dos dispositivos, qual a versão dos aplicativos, e também consegue ter acesso a alertas caso algum aparelho saia de conformidade. 

Kiosk mode: o que muda para cada cargo 

Kiosk mode é a configuração do MDM que transforma o dispositivo em ferramenta de uso específico, ou seja, o colaborador acessa apenas o que precisa para a função.  

Na prática, o que cada cargo vê no dispositivo:

Operador de armazém: esse grupo tem acesso a ferramentas como: WMS, leitor de código de barras e checklist de conferência, todos os outros aplicativos como câmera pessoal, browser, app de mensagens fora do corporativo estão descartados. 

Motorista e entregador: esse grupo tem acesso a ferramentas como: app de roteirização, confirmação de entrega com assinatura digital e comunicação com a central. GPS ativo para rastreamento da rota e não tem nenhum acesso a configurações do sistema. 

Supervisor: esse grupo tem acesso a ferramentas como: painel de gestão, relatórios em tempo real e comunicação com a equipe. Por serem responsáveis pela supervisão da frota de aparelhos o acesso aqui é mais amplo, com política de senha e criptografia de dados ativa. 

O kiosk mode resolve três problemas ao mesmo tempo: produtividade, porque o colaborador usa só o que precisa; segurança, porque todos os dados corporativos ficam protegidos; e padronização, porque todos os dispositivos do mesmo cargo funcionam da mesma forma. 

A Enghouse Navita é Android Enterprise Gold Partner, certificação técnica do Google que valida as funcionalidades mais avançadas de gestão de dispositivos Android, incluindo o kiosk mode, provisionamento zero-touch e gerenciamento de perfil de trabalho. 

Quer ver o kiosk mode funcionando com os dispositivos da sua operação?

Como proteger dados em dispositivos de campo 

Os dispositivos de campo carregam dados sensíveis como: rotas, clientes, contratos, dados operacionais. Com o MDM Navita Connect ativo nos aparelhos ele aplica uma proteção automaticamente em todos os dispositivos. 

Criptografia de dados  

Todos os dados armazenados no dispositivo são criptografados, então mesmo se o aparelho for acessado fisicamente, o conteúdo não é legível sem as credenciais corretas. 

Política de senha obrigatória 

Todo dispositivo tem uma senha configurada automaticamente, e todos os dispositivo sem senha ativa é sinalizado como fora de conformidade. 

Separação de dados no BYOD 

Por exemplo, quando o colaborador usa o próprio celular, o MDM cria um perfil corporativo isolado. A empresa controla apenas esse espaço e todos os dados pessoais do colaborador não são acessados. 

Geofencing 

O MDM configura áreas geográficas onde determinadas funções ficam ativas e sempre quando um dispositivo que sai do perímetro de operação gera alerta automático, ou pode ser bloqueado. 

Conformidade com LGPD  

Os dispositivos corporativos são meios de tratamento de dados pessoais. O MDM garante que as políticas de proteção estejam aplicadas em todos os aparelhos, o que é requisito direto da LGPD. 

Saiba mais sobre como o compliance corporativo e a LGPD se aplicam a dispositivos móveis em campo. 

Como implementar MDM sem parar a operação 

A pergunta que mais ouvimos quando a equipe de implementação começa a operar para implementar o MDM em logística é: “vou precisar parar a minha operação?”. A resposta é não. 

O Navita Connect é implementado de forma gradual, começando pelo diagnóstico e expandindo para toda a operação sem interromper os processos em andamento. 

Diagnóstico do parque  

Na primeira etapa realizamos um levantamento de todos os dispositivos ativos, com os modelos, os sistemas e todos os apps instalados. Essa etapa já revela quais são os dispositivos inativos, quais são os apps não autorizados instalados e dentro de quais aparelhos. 

Perfis por função 

Com base no diagnóstico feito na etapa anterior, são criados os perfis de MDM para cada cargo: operador, motorista, supervisor, cada perfil define quais os apps permitidos, restrições de uso e políticas de segurança. 

Provisionamento 

Sempre que existir alguma atualização a respeito dos dispositivos, ela é feita remotamente e todos os aparelhos novos usam o zero-touch e chegam prontos para o colaborador com todas as configurações por perfil feitas.  

Monitoramento contínuo 

Após todas as configurações e necessário monitorá-las para entender se tudo está de acordo com o que deveria estar, então o painel do MDM funciona em tempo real com status de todos os dispositivos, com alertas automáticos para dispositivos fora de conformidade, apps desatualizados e até mostra quando algum aparelho está com a bateria crítica para que a troca possa ser efetivada. 

Saiba mais sobre como a gestão de equipes externas enfrenta desafios específicos que o MDM resolve

Perguntas frequentes sobre gestão de dispositivos móveis em logística 

O que é gestão de dispositivos móveis em logística? 

É o conjunto de processos e tecnologias que garantem que todos os dispositivos corporativos usados na operação, tais como: coletores, tablets, smartphones de motoristas e entregadores estejam configurados corretamente, atualizados e protegidos, e exatamente aí que entra o MDM, para automatizar essa gestão. 

O MDM funciona com coletores de dados e dispositivos industriais?  

Sim, o Navita Connect suporta coletores de dados, tablets industriais e smartphones robustos com Android, incluindo dispositivos de fabricantes como Zebra, Honeywell e Motorola. A nossa certificação Android Enterprise Gold Partner garante essa compatibilidade com as funcionalidades mais avançadas desses aparelhos. 

O que é kiosk mode e por que é importante em logística?  

O Kiosk mode serve para restringir o dispositivo a um conjunto específico de apps e funções. Na prática funciona assim: o operador de armazém vê só o WMS, o motorista vê só o app de roteirização e no final isso garante que o pacote de dados que a empresa paga mensalmente seja usado apenas para as finalidades do trabalho, que o dispositivo não seja usado para fins pessoais e que todos os aparelhos do mesmo cargo funcionam da mesma forma. 

Como o MDM protege dados quando um motorista perde o celular?  

Através de um wipe remoto feito pelo gestor de TI no painel do Navita Connect. Todos os dados corporativos são apagados do dispositivo em segundos, sem precisar do aparelho em mãos e a criptografia garante que, mesmo antes do wipe, o conteúdo não é acessível sem as credenciais corretas. 

O MDM impacta a operação durante a implementação?  

Não precisa, o Navita Connect é implementado de forma gradual e todos os dispositivos em uso continuam operando normalmente durante a configuração.  

O MDM para logística ajuda na conformidade com a LGPD?  

Diretamente, os dispositivos corporativos são meios de tratamento de dados pessoais, e a LGPD se aplica a eles. Com o MDM da Enghouse Navita você tem a certeza da garantia da criptografia, política de senha, separação de dados pessoais e corporativos no BYOD e wipe remoto em caso de perda, todos requisitos diretos para conformidade. 

Se fez sentido pra você, fala com a gente. 

Continue lendo: 📌 O que é MDM: guia completo sobre gestão de dispositivos móveis 📌 Field Service: gestão de equipes de campo com MDM 📌 Compliance: o que é e por que TI não pode ignorar 📌 Gestão de equipes externas: 5 desafios que travam sua operação