---

 

Blog da Navita:

Leia nossos artigos e saiba mais sobre o universo da tecnologia, atualidades, curiosidades e muito mais. Ganhe dicas e conhecimento para você e para o seu negócio!

Veja nossos últimos posts

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Conteúdo por categoria

logistíca em campo

Logística em campo: o que acontece quando o dispositivo falha

Logística em campo funciona enquanto o dispositivo funciona.  Mas quando o coletor do operador de armazém trava no meio da conferência de uma carga de 400 itens, quem para não é a doca inteira. Ou quando o motorista perde o smartphone corporativo durante uma rota de 80 entregas, o problema são os dados de todos os clientes daquele dia expostos sem que ninguém consiga fazer nada a distância.  Esses cenários acontecem toda semana em operações de logística sem gestão de dispositivos estruturada e o custo raramente aparece numa linha do orçamento de TI, porque ele fica escondido em horas paradas, retrabalho, atrasos de entrega e incidentes que ninguém registra formalmente.  Este guia é especifíco para empresas de logística em campo, e mostra como esses problemas aparecem na prática, quem são as pessoas afetadas e como o MDM resolve cada um na ponta da operação.  Quem usa dispositivos na logística e para que?  Antes de falar em solução, vale entender quem são as pessoas que seguram esses dispositivos no dia a dia. Cada cargo tem um perfil de uso diferente, um tipo de dispositivo diferente e riscos diferentes quando a gestão falha. O operador de armazém Trabalha com um coletor de dados ou leitor de código de barras, ele passa o turno inteiro dando baixa em itens, registrando movimentações de estoque e conferindo cargas. O dispositivo é a ferramenta principal de trabalho. Esse público precisa que o app de WMS funcione na versão correta, que o leitor de código de barras fique sincronizado e quanto mais simples for essa interface, mais rápido ele trabalha.   Quando esses aplicativos falham, quando os dados não sincronizam com o sistema central, os itens conferidos não parecem no relatório e quando esses problemas aparecem a doca inteira da empresa para.  O motorista e o entregador  Trabalham com smartphone corporativo, usam para navegação, confirmação de entrega com assinatura digital, comunicação com a central e, em alguns casos, cobranças no ponto de entrega.  Nessa área eles usam muito aplicativos de roteiro, aplicativos de confirmação de entrega e linha de comunicação com a central, o que significa que todos precisam funcionar independentemente da região da cidade (com ou sem sinal de dados variável).  Quando essa linha falha a entrega fica constando como não confirmada no sistema, o registro de assinatura digital do cliente acaba não subindo na base, entre outros pontos que podem afetar diretamente esse público.  O gestor de pátio e o supervisor  Trabalham com tablet ou notebook, precisam de uma visibilidade em tempo real do que está acontecendo no armazém e nas rotas, precisam de acesso a relatórios e comunicação com equipe e com a gestão.  Os gestores precisam de acesso direto aos sistemas de gestão, aos paineis de acompanhamento e aos canais diretos de comunicação.  Quando um desses sistemas falha, as decisões tomadas nas informações que ele ‘tinha’ quando o sistema estava ativo já podem estar defasadas, alguns atrasos podem ser verificados com facilidade e muitas vezes quando o sistema volta já é tarde demais para corrigí-los.  O que acontece na logística em campo quando o dispositivo falha  Como em todas as áreas, em logística também se enfrentam dificuldades, algumas pequenas e outras grandes demais quando um dispositivo da frota falha, entre elas:  O app de WMS está desatualizado e a doca para  Vamos contextualizar a situação com uma situação hipotética (que acontece nesses ambientes): em uma sexta-feira, o sistema de gestão de armazém fez a liberação de uma atualização obrigatório, a grande maioria atualizou durante o seu turno, mas a outra metade não fez. E por fim, os coletores que não atualizaram como deveriam pararam de sincronizar com o sistema central.  Qual o resultado disso? Alguns operadores conseguiram conferir as cargas normalmente, já outros ficaram travados por falta de atualização em seus coletores e a doca acabou ficando parcialmente parada enquanto a equipe de TI tentava primeiramente identificar, e depois recolher manualmente os coletores para atualizar, um a um.  Na história contada parece algo relativamente simples de ser resolvido, mas na vida real essa prática vira insustentável, ainda mais se pensarmos na quantidade de dispositivos/coletores que circulam dentro da sua empresa hoje, certo?  O motorista perdeu o celular e os dados de 80 clientes foram com ele  Vamos contextualizar outra situação: em um dia, no turno noturno, um motorista percebeu que perdeu o smartphone só na hora que foi procurá-lo para confirmar a última entrega, esse aparelho, assim como todos os outros da frota, possuia o aplicativo de roteirização aberto, com todas as paradas (incluindo os endereços e dados de todos os clientes que tiveram a entrega feita nas últimas semanas).  Nesse caso, se a equipe não tiver o MDM operando nesses dispositivos não será possível executar o wipe remoto, e esse aparelho ficará exposto até que alguém o encontre, e isso além de um problema de atraso em questão das entregas, pode gerar uma inconformidade com a LGPD, já que todos os dados dos clientes ficarão abertos nesse aparelho sem que ninguém possa deletá-los remotamente.  O entregador instalou um app pessoal que consumiu o pacote de dados  Outra coisa que vemos muito acontecer é quando um entregador por exemplo, instala um aplicativo de streaming no celular corporativo, e usa os dados que a empresa paga mensalmente nos custos de TEM para assistir vídeos entre as entregas, e por consequência o pacote de dados do mês acaba antes do fechamento do ciclo do pacote.  Quando um dispositivo não possui uma política de aplicativos aplicada automaticamente (coisa que o MDM entrega), o colaborador acaba instalando os aplicativos que enxergar como essenciais, e isso acaba gerando um custo não esperado para a empresa, já que em um caso como esse, ela teria que custear um plano avulso de dados para que o colaborador consiga continuar a realizar as suas entregas sem nenhuma intercorrência.  Ninguém sabe quantos dispositivos estão ativos  Outro problema muito comum em empresas sem MDM, quando alguém recebe uma pergunta de “Quantos dispositivos temos hoje em nossa frota?”, ninguém consegue responder com clareza. Isso

Saiba mais »
MDM multiplataforma

MDM multiplataforma: Android, iOS e Windows juntos

MDM multiplataforma: Android, iOS e Windows num console só  MDM multiplataforma: três sistemas operacionais, três ferramentas de MDM, três logins, três políticas de segurança que nunca ficam exatamente iguais entre si, e um time de TI que já perdeu a conta de quantas vezes precisou repetir a mesma configuração três vezes.  Isso soa familiar para você? Se sim, isso já é um problema. Esse artigo é sobre o que muda quando isso vira um console só.  O problema que toda empresa com frota mista já viveu  Frota mista não é exceção, é a regra. Podemos ver em uma mesma empresa um vendedor externo utilizando um aparelho Android, a diretoria com um iPhone, e o financeiro com notebook Windows.  E gerenciar isso tudo com uma ferramenta por sistema operacional cria três times de fato, mesmo que seja o mesmo time de TI gerenciando as três frentes. O que vemos acontecer é a política de senha configurada de um jeito no Android, de outro no iOS, e o Windows meio que fica de fora porque a ferramenta usada nos celulares nunca cobriu notebook direito.  O resultado dessas três frentes é uma segurança inconsistente que, na prática, é quase a mesma coisa que falta de segurança. O que muda com o MDM multiplataforma da Enghouse Navita?  Com a nova atualização 2.0 do MDM da Navita, lançada em 22 de julho de 2026, a unificação entre a gestão de Android, iOS e Windows  acontece dentro de um único console.  E isso não significa que você irá trocar a ferramenta que já usa no Android, por exemplo, por outra, é sobre parar de precisar de uma ferramenta especifíca para cada um dos sistemas operacionais.  Um console & três sistemas operacionais  Essa atualização 2.0 do MDM da Navita permite que o administrador veja a frota inteira num painel só, independente de o dispositivo rodar Android, iOS ou Windows.  Ou seja, a política de segurança que foi criada uma vez, será aplicada de uma forma padronizada dentro dos três ambientes, e tudo isso sem depender de três configurações paralelas para chegar num ‘resultado parecido’ de segurança.  Enrollment dedicado para cada SO  Cada sistema operacional entra na frota do jeito que faz sentido para ele: iOS via Apple Business Manager, Windows via Azure AD/Autopilot, Android pelo fluxo já conhecido.  Na prática isso significa que: um notebook novo já chega ao colaborador com política aplicada e certificado Wi-Fi corporativo configurado, sem alguém do TI precisar tocar fisicamente no equipamento.  O que isso representa no orçamento de TI  O mercado global de MDM saltou de US$ 12,15 bilhões em 2024 para uma projeção de US$ 15,75 bilhões em 2025, um crescimento puxado justamente pela demanda por soluções que cobrem mais de um sistema operacional ao mesmo tempo.  Isso tem uma razão prática: manter ferramenta separada por sistema operacional custa duas vezes, tanto na licença de cada ferramenta, quanto na hora de trabalho do time de TI reconfigurando a mesma coisa em lugares diferentes.  Portanto, consolidar num console só não é só conveniência operacional para a sua empresa, é também pensar que o orçamento voltado para TI será usado uma vez, e não três.  Quer entender quanto sua empresa está pagando por manter ferramentas separadas por sistema operacional? Fale com um especialista Navita e descubra onde dá pra consolidar.  Segurança que não depende de qual sistema operacional foi o escolhido  A atualização também trouxe políticas nativas que valem para a frota como um todo, não só para um sistema operacional isolado, tais como: bloqueio por horário, proteção contra troca indevida de chip, navegador corporativo com controle de acesso, e restrições avançadas de câmera, USB e cartão SD, incluindo a proteção contra reset de fábrica.  O ponto não é a lista de recursos, é que, com console unificado, essas políticas se aplicam de forma consistente na frota inteira em vez de existirem só no Android, porque foi ali que alguém configurou primeiro.  Quantas ferramentas de MDM sua empresa mantém rodando ao mesmo tempo?  Aqui vale contar de verdade, na sua empresa hoje existe uma para Android, outra para iOS, uma terceira (ou nenhuma) para Windows? E por trás disso tem um time de TI mantendo isso tudo em paralelo, sem que ninguém tenha pedido formalmente para consolidar.  Esse tipo de fragmentação raramente é decisão, ela costuma ser um acúmulo, já que cada ferramenta entrou resolvendo um problema pontual, e ninguém parou pra somar o custo real de manter as três rodando juntas.  Perguntas frequentes sobre MDM multiplataforma  O uso de três ferramentas para três sistemas operacionais nunca foi sobre ‘segurança’, era sobre não ter opção melhor, mas agora com a versão 2.0 da Enghouse Navita tem. 

Saiba mais »
compliance corporativo

Compliance corporativo: como colocar em prática na sua empresa 

Compliance corporativo não é um documento, é um processo completo.  Muitas empresas têm uma política de compliance bem escrita guardada em algum servidor, mas é aquele ditado: política guardada não garante conformidade.  A diferença entre compliance no papel e compliance funcionando está na excucão: processos tecnicamente aplicados, responsabilidades claras por área e monitoramento que não depende de ninguém lembrar de verificar.  Se você já sabe o que é compliance e seus tipos, este guia mostra o passo seguinte: como sair da teoria e fazer o programa de compliance corporativo funcionar na prática, especialmente em TI, onde os riscos são mais técnicos e menos visíveis.  Por que a maioria dos programas de compliance corporativo falha na implementação?  Todo gestor de TI ou de Compliance já viveu alguma versão desta cena: o programa de compliance existe, a política já foi aprovada pela diretoria, o treinamento foi realizado, mas na prática, ninguém sabe ao certo se as regras estão ou não sendo seguidas.  Isso acontece porque a maioria dos programas de compliance comete o mesmo erro: confunde documentação com conformidade.  Ter uma política de uso de dispositivos corporativos bem escrita não significa que ela está sendo aplicada em todos os dispositivos da empresa, assim como ter um código de conduta aprovado não significa que os colaboradores se comportam de acordo com ele.   O gap entre o que está escrito nos documentos e o que acontece de fato é onde a maioria dos programas de compliance falha e é exatamente nesse gap que os riscos se acumulam, até que uma auditoria ou um incidente os torne visíveis.  Os três erros mais comuns na estruturação de compliance corporativo  Estruturar um programa de compliance corporativo exige alinhar pessoas, processos e tecnologia para criar uma cultura de integridade real. No entanto, muitas empresas falham ao desenhar essa estrutura, transformando o projeto em um “compliance de fachada” que não protege o negócio na prática, para que as regras de conformidade funcionem, a liderança precisa mapear os gargalos operacionais e eliminar as falhas de governança que impedem a fiscalização dos processos. Abaixo, analisamos detalhadamente as três vulnerabilidades mais frequentes cometidas pelas organizações no mercado atual, explicando o impacto de cada uma delas e as ações recomendadas para mitigá-las. Compliance sem dono claro   O programa existe, mas a responsabilidade está diluída entre o jurídico, o RH e o TI, e quando isso acontece e ninguém é o ‘responsável central’, ninguém age quando algo sai do combinado.  Monitoramento manual e pontual   A empresa deve verificar a conformidade em auditorias anuais, assim se acontecer de um dispositivo ficar fora de conformidade, a empresa tem um monitoramento certo para agir a tempo.  Tecnologia desconectada das políticas   A política de compliance proíbe determinados comportamentos, mas os sistemas não aplicam essa proibição automaticamente. Ou seja, o colaborador pode violar a política e ninguém sabe até que o dano já foi feito.  Os 4 pilares de compliance e governança corporativa eficientes  Um programa de compliance corporativo eficiente se apoia em quatro pilares. Cada um resolve uma parte diferente do problema e a ausência de qualquer um deles cria brechas, são eles:  Políticas claras e atualizadas  O ponto de partida é ter políticas que as pessoas conseguem entender e seguir, quando na empresa as políticas de compliance existentes são longas, com linguagem jurídica e sem exemplos práticos raramente funcionam.  Uma boa política de compliance é objetiva, específica e contextualizada, por exemplo: em vez de dizer “o colaborador deve zelar pelo uso adequado dos recursos corporativos”, ela diz “é proibida a instalação de apps não autorizados em dispositivos corporativos” e junto adiciona a lista de apps permitidos disponível no portal interno.  Além disso, as políticas precisam ser revisadas periodicamente, uma política de 2019 sobre uso de dados não contempla as exigências da LGPD vigente, ou também uma política sobre dispositivos móveis que não menciona BYOD ignora a realidade de grande parte das empresas, por isso, salientamos a importância de manter atualizada as políticas de compliance.  Treinamento e comunicação contínuos  O compliance não se instala em um treinamento anual, ele precisa ser reforçado continuamente de formas diferentes e em momentos diferentes do ciclo do colaborador.  O onboarding é o momento mais crítico: o colaborador precisa entender as regras antes de começar a operar, mas o treinamento não pode parar aí, é necessário que a empresa faça micro-treinamentos periódicos, com comunicações sobre atualizações de política e lembretes contextuais (no momento em que o colaborador vai executar uma ação que tem implicações de compliance) são mais eficazes do que uma apresentação anual.  Monitoramento e auditoria contínuos  Monitoramento contínuo é o que separa compliance real de compliance no papel. Ele responde à pergunta que toda auditoria vai fazer: “Você consegue demonstrar que as políticas estavam sendo seguidas?”  O monitoramento contínuo não significa vigilância de colaboradores, significa rastrear se os processos e sistemas estão em conformidade com as políticas definidas, se os dispositivos estão com as configurações corretas aplicadas, se os acessos são revogados no prazo e se os contratos estão dentro dos limites regulatórios.  Resposta a incidentes  Nenhum programa de compliance é perfeito, o que diferencia um programa maduro de um programa frágil é a capacidade de responder rapidamente quando algo sai do combinado.  Isso inclui: identificar o incidente rapidamente, conter o impacto, investigar a causa raiz e corrigir o processo para que não se repita.  Como estruturar compliance corporativo em 6 etapas  Estruturar um programa de compliance corporativo do zero ou reorganizar um que existe mas não funciona segue uma sequência lógica. Cada etapa constrói sobre a anterior, e são elas:  Mapeamento de riscos  Antes de escrever uma política, é preciso saber o que se deve proteger. O mapeamento de riscos identifica as áreas da empresa com maior exposição a não conformidade, seja ela: regulatória, operacional, de segurança ou reputacional.  Para TI especificamente, o mapeamento inclui: inventário de dispositivos e sistemas, mapeamento de dados sensíveis tratados, identificação de acessos sem controle formal e análise de regulações aplicáveis (LGPD, normas setoriais, contratos com clientes enterprise).  O resultado do mapeamento é uma

Saiba mais »
benchmark

Benchmark telecom: R$338 mil de economia antes de assinar

Benchmark telecom é o que separa a empresa que assina a renovação no automático da empresa que decide com dados.  Se você chegou até aqui depois de entender o que é benchmarking telecom e quando fazer, já sabe que o maior risco não está na fatura com erro, está no contrato renovado sem referência de mercado.  Aqui você vê esse risco em números reais, com os dados de uma multinacional que estava prestes a renovar mais de 950 linhas com uma operadora, e decidiu fazer o benchmark antes de assinar.  O resultado da análise: R$338.561,76 de economia anual identificada antes de qualquer assinatura.  O contexto – o que levou à análise  A Galderma é uma multinacional farmacêutica com operação no Brasil, com uma frota de mais de 950 linhas corporativas (smartphones e dados) contratadas com uma operadora.  O contrato estava próximo do vencimento. A proposta de renovação com a operadora chegou para 2026, e antes de qualquer decisão, a Enghouse Navita conduziu dois tipos de análise simultâneos: a comparação com o contrato vigente de 2024 e o benchmarking com outras operadoras do mercado.  O que a comparação 2024 vs 2026 revelou  A nova proposta da operadora para 2026 apresentou uma evolução comercial positiva em relação ao contrato anterior, mas com um ponto de atenção relevante.  Do lado positivo: o contrato de 2024 tinha serviços adicionais cobrados por linha: gestão de voz, gestão de dados, skeelo, entre outras, que elevavam o custo efetivo para aproximadamente R$46,99 por acesso, mesmo com o valor unitário do plano em R$36,25. Na proposta de 2026, esses itens não aparecem destacados, resultando em redução aproximada de R$8,00 por linha, o valor mensal global caiu de aproximadamente R$59,5 mil para R$48 mil.  Do lado negativo: o valor unitário das linhas de dados de 40GB passou de R$59,99 para R$69,99, um aumento de R$10,00 por linha. Considerando o volume contratado de 350 linhas, esse item representa a principal oportunidade de negociação com a operadora.  A recomendação da Enghouse Navita para negociação com  a operadora: buscar a redução nos acessos de dados de 40GB para próximo de R$64,90 por acesso, mais aderente ao histórico contratual e ao volume contratado. Além disso, validar antes da assinatura as regras de renovação automática, possíveis multas por cancelamento parcial e a confirmação de que os serviços agregados do contrato anterior não voltarão a ser cobrados separadamente.  Com essa análise em mãos, a empresa sabia exatamente o que tinha, o que melhorou e onde ainda havia margem para negociar com a operadora. O próximo passo foi o benchmarking com outras operadoras, que revelou um cenário ainda mais favorável.  Pense por um instante: quantas empresas recebem a proposta da operadora, veem que ficou mais barata que o contrato anterior e assinam sem verificar se o mercado está em outro patamar? A maioria, porque a comparação com o contrato anterior é o único ponto de referência disponível quando não existe um benchmark externo.  A Galderma foi além e o que o benchmark revelou mudou completamente a conversa.  O que o benchmark telecom revelou  A análise da Enghouse Navita mapeou o perfil real de consumo, 602 linhas de smartphone e 350 linhas de dados e comparou com as ofertas disponíveis no mercado para esse mesmo perfil.  Mas antes da comparação com outras operadoras, um dado chamou atenção na própria proposta da operadora que a Galderma já trabalhava. O superdimensionamento que ninguém havia calculado  A própria operadora sinalizou no e-mail de apresentação da proposta que o pacote de dados vigente estava superdimensionado em aproximadamente 27TB por mês, enquanto o consumo médio registrado era de apenas 5TB mensais.  Em outras palavras: a empresa pagava por capacidade que nunca usava, a nova proposta da operadora já contemplava a adequação desse cenário e foi o principal fator que gerou a redução de 27,3% no faturamento mensal, de R$66.149,51 para R$47.968,48.  Isso representa R$18.181,03 de economia mensal só pela adequação do pacote contratado ao consumo real, ainda dentro da mesma operadora.  Pense por um instante: sem benchmarking e sem análise de consumo, quantas empresas continuariam pagando por 27TB que nunca usam? A resposta é: a maioria, porque sem dado de consumo organizado, a renovação acontece com os mesmos parâmetros do contrato anterior.  O resultado foi uma tabela que nenhum gestor quer ver depois de já ter assinado a renovação:  Item  Operadora vigente (2024)  Operadora vigente (plano: 2026)  Operadora Y  Operadora Y (outro pacote)  Linhas smartphone  602 602 600 600 Linhas dados  350 350 350 350 Franquia smartphone  – 12GB Compartilhada 20GB Franquia dados  40GB 40GB Compartilhada 20GB Valor unitário smartphone (efetivo)  R$46,99 R$38,99 R$33,07 R$21,90 Valor unitário dados  R$59,99 R$69,99 R$21,90 R$18,90 Valor mensal total  R$59.500,00  R$47.968,48  R$23.305,00  R$19.755,00  Economia mensal vs plano 2026  – – R$24.663,48  R$28.213,48  Economia anual vs plano 2026  – R$295.961,76  R$338.561,76  Fidelização  – 24 meses 24 meses 24 meses Excedente de dados  – Redução de velocidade  Cobrança por GB  Redução de velocidade  Roaming internacional  – Incluso  Opcional  Opcional  A proposta da operadora vigente para 2026 estava em R$47.968,48 por mês, já tinha uma redução em relação ao contrato de 2024, que chegava a aproximadamente R$59.500,00 com os serviços adicionais incluídos. A Galderma poderia assinar e considerar um “resultado positivo”.  Mas o benchmark com o mercado mostrou que a operadora Y (outro pacote), para o mesmo perfil, estava em R$19.755,00 por mês.  A diferença em relação a operadora vigente: R$28.213,48 por mês, R$338.561,76 por ano, ao longo dos 24 meses de fidelização: R$677.123,52.  Esse é o valor que a empresa pagaria a mais, mesmo com a proposta da operadora vigente sendo melhor que o contrato anterior.  Como a decisão foi tomada  Com o benchmarking telecom em mãos, a Galderma tinha três cenários documentados e analisados. Veja o que a Enghouse Navita identificou em cada uma.  Operadora Y (outro pacote):  Menor custo mensal entre as três propostas: R$19.755,00, smartphones com 20GB de franquia, superior aos 12GB da operadora atual.  Ponto de atenção: as linhas de dados têm 20GB, enquanto a operadora vigente oferece 40GB, antes de assinar, era

Saiba mais »
MDM

MDM: 9 recursos que reduzem custos e protegem sua empresa

MDM é a tecnologia que transforma a gestão de dispositivos móveis corporativos de um problema em um processo controlado, e detalhe esse controle é feito exclusivamente em um painel único, o que facilita a vida de empresas com uma frota grande de dispositivos móveis.  Quando uma empresa não tem essa ferramenta, cada smartphone, tablet ou coletor de dados em campo é um ponto cego, e ninguém sabe quais apps estão instalados, se as políticas de segurança estão ativas, ou se um dispositivo perdido está expondo dados corporativos agora mesmo.  Já com a ferramenta, tudo isso muda, porque o gestor de TI passa a ter uma visibilidade e um controle sobre cada dispositivo, de qualquer lugar e em tempo real.  Neste artigo, você vai conhecer os 9 recursos que fazem do MDM uma das ferramentas mais impactantes financeiramente para empresas com equipes móveis. Cada recurso resolve um problema real da empresa e o custo de não tê-lo é sempre maior do que parece. O que é MDM e por que importa para redução de custos  MDM é a sigla para: Mobile Device Management, ou Gerenciamento de Dispositivos Móveis. Ele é o sistema que centraliza o controle de todos os dispositivos corporativos em um único painel, permitindo aplicar políticas, instalar apps e monitorar o parque inteiro de forma remota.  Mas ele vai além da gestão técnica, ele impacta diretamente o orçamento de TI, eliminando os custos que se acumulam silenciosamente quando dispositivos são gerenciados de forma manual pela equipe ou descentralizada.  Por exemplo: pense nos custos de reconfigurar manualmente cada dispositivo quando um colaborador entra, no custo de não executar wipe remoto quando um smartphone com dados corporativos é perdido, e no custo de descobrir, tarde demais, que apps não autorizados estavam consumindo dados da empresa.  Esses custos não aparecem em uma linha do orçamento, aparecem como retrabalho, incidentes de segurança e processos trabalhistas e o MDM resolve os três.  Saiba mais sobre o que é MDM e como ele funciona na prática para equipes corporativas.  Os 9 recursos MDM que impactam financeiramente sua empresa  São eles:  Inventário automático de dispositivos  ✅Quantos dispositivos sua empresa tem ativos agora?   ✅Quem está usando cada um?   ✅Qual é o modelo, o sistema operacional e a versão do app corporativo instalado em cada aparelho?  Sem ter um inventário automatizado, essas perguntas dependem de planilhas manuais, que tendem a ficar desatualizadas assim que alguém muda de função ou sai da empresa.  Já com o MDM, o inventário é atualizado em tempo real, então cada dispositivo da empresa tem um perfil completo: com modelo, IMEI, sistema operacional, apps instalados, status de bateria e localização e quando um colaborador sai, a linha fica sinalizada automaticamente para cancelamento ou reatribuição.  O impacto financeiro é direto, ele elimina o custo de dispositivos inativos que continuam gerando despesa, em empresas com dezenas de aparelhos, entre 10% e 15% costumam ser de ex-colaboradores (pagos sem uso). Gerenciamento de aplicativos corporativos  O MDM permite criar uma loja de aplicativos privada integrada ao Google Play e à App Store. A partir daí, a empresa controla tudo dentro do aparelho desde: instalação, desinstalação, atualização e restrição de apps, de forma remota e silenciosa, e isso tudo sem precisar estar com o aparelho em mãos.  Na prática, isso significa que um novo colaborador recebe o dispositivo já configurado com todos os apps necessários para a função (esses são estabelecidos antes, através de modulos que distribuem os aplicativos por setor, então por exemplo: o setor do financeiro só terá aplicativos que a equipe do financeiro necessita para o trabalho), e tudo isso é feito sem nenhuma interação manual da TI. E quando um app precisa ser atualizado em 200 dispositivos ao mesmo tempo, o MDM faz isso em minutos. Elimina horas de trabalho manual de TI para configuração e atualização de dispositivos e ainda reduz o risco de versões desatualizadas causando erros operacionais.  Kiosk mode: dispositivo dedicado à função  O kiosk mode transforma um smartphone ou tablet em uma ferramenta de uso único. O colaborador acessa apenas os apps definidos pelo gestor de TI, entra naquele processo que descrevemos anteriormente, em que cada setor irá receber os aplicativos que necessitam para a sua área, e ficam sem acesso a: câmera pessoal, redes sociais ou a configurações do sistema.  Para operações logísticas, varejo e campo, o kiosk mode é especialmente relevante: o dispositivo vira um terminal de trabalho dedicado, com a interface exata que ele precisa para executar a função.  Reduz consumo de dados por uso pessoal, aumenta produtividade ao eliminar distrações e protege os dados corporativos contra acesso indevido.  Sua empresa ainda configura dispositivos manualmente? O MDM Navita Connect automatiza esse processo do primeiro ao último aparelho.  Wipe remoto e bloqueio de dispositivo  O dispositivo corporativo foi perdido ou roubado? Com MDM, o gestor de TI apaga todos os dados corporativos remotamente em segundos, sem precisar ter o aparelho em mãos.  O wipe remoto pode ser total: apagando tudo de uma única vez, ou seletivo, removendo apenas os dados corporativos e preservando os dados pessoais do colaborador. No modelo BYOD, essa distinção é especialmente importante.  Além do wipe, o MDM também permite bloquear o dispositivo remotamente, tornando-o inutilizável até que seja recuperado. Um incidente com dispositivo corporativo não gerenciado pode custar muito caro em investigação forense, notificação de titulares de dados pela LGPD e consultoria de remediação, e o wipe remoto executado a tempo elimina esse custo inteiro. Localização e geofencing de dispositivos  O MDM rastreia a localização de cada dispositivo em tempo real via GPS, isso é útil tanto para recuperar aparelhos perdidos quanto para verificar se equipes em campo estão nas regiões corretas de atuação.  O geofencing vai além: ele define áreas geográficas onde determinadas funções do dispositivo ficam habilitadas ou desabilitadas automaticamente, e o que acontece na prática é: um dispositivo que sai do perímetro de operação autorizado gera alerta imediato, ou bloqueado automaticamente.  Reduz perdas por extravio de dispositivos e permite verificar deslocamentos de equipes em campo sem depender de relatórios manuais.  Políticas de

Saiba mais »
DDD

O que é DDD? Guia completo com lista de DDDs do Brasil

É uma das dúvidas mais comuns na hora de fazer uma ligação para outra cidade, essa sigla aparece em contratos de telefonia, faturas corporativas e cadastros, mas nem todo mundo sabe exatamente o que ela significa.  Neste guia, você vai entender o que é DDD, como ele funciona, qual a diferença entre DDD e DDI e como usar a lista de DDD Brasil na prática. Além disso, você vai ver como ele afeta diretamente os contratos de telefonia corporativa e por que isso importa para quem gerencia linhas em empresas com colaboradores em diferentes estados.  O que é DDD? É a sigla para Discagem Direta a Distância, ele é um código de dois dígitos que identifica regiões geográficas do Brasil para fins de telefonia.  Em outras palavras, é o prefixo regional que você digita antes do número de telefone ao ligar para outra cidade, sem usar ele, a ligação não se completa.  No Brasil, a Anatel é responsável por definir e organizar os códigos. Atualmente, o país tem 67 códigos ativos, distribuídos entre todos os estados e o Distrito Federal.  Pense no DDD como um CEP, mas para ligações, ele indica ao sistema de telefonia para qual região a chamada deve ser direcionada.  Como funciona o código do telefone  É simples, quando você faz uma ligação interurbana, ou seja, para outra cidade, precisa incluir o código antes do número.  O formato correto para ligações no Brasil é:  Ligação fixa para fixo: código da operadora + DDD + número   Ligação para celular: DDD + número (sem código de operadora para a maioria das operadoras)  Por exemplo: para ligar de São Paulo (DDD 11) para Belo Horizonte (DDD 31), você digita o DDD 31 seguido do número de destino.  Vale destacar um ponto importante, desde 2012, todos os números de celular no Brasil passaram a ter 9 dígitos, com o número 9 adicionado na frente. Por exemplo: um celular de São Paulo ficaria: 11 9XXXX-XXXX.  Além disso, com a portabilidade numérica, o código de um número não indica necessariamente onde a pessoa está, por exemplo: uma pessoa com DDD 11 pode estar morando no Rio de Janeiro, o que significa que o número foi mantido mesmo após a mudança de cidade.  Saiba mais sobre como a Anatel regula os serviços de telecomunicações no Brasil e os direitos dos consumidores.  DDD e DDI: qual é a diferença?  Muita gente confunde esses códigos, esses são conceitos diferentes mas relacionados.  DDD é para ligações dentro do Brasil. Ele conecta cidades e estados brasileiros entre si.  DDI é para ligações internacionais. DDI significa Discagem Direta Internacional, ou seja, você usa o DDI quando liga do Brasil para outro país ou quando alguém de outro país liga para o Brasil.  Para ligar do Brasil para os Estados Unidos, por exemplo, você digita: 00 + 1 (código do país) + número de destino.  Resumindo: DDD conecta regiões do Brasil e DDI conecta o Brasil ao mundo.  Sua empresa tem linhas em múltiplos DDDs e ainda não tem controle automatizado dos custos por região? Veja como o TEM resolve isso.  Lista de DDD Brasil por estado  Abaixo está a lista de códigos do Brasil organizada por estado. Use essa tabela para identificar o código da região que você precisa.  Região Sudeste  DDD  Estado  Região  11 São Paulo Região Metropolitana de São Paulo  12 São Paulo São José dos Campos e região  13 São Paulo Baixada Santista  14 São Paulo Bauru, Marília e região  15 São Paulo Sorocaba e região  16 São Paulo Ribeirão Preto e região  17 São Paulo São José do Rio Preto e região  18 São Paulo Presidente Prudente e região  19 São Paulo Campinas e região  21 Rio de Janeiro Região Metropolitana do Rio de Janeiro  22 Rio de Janeiro Campos dos Goytacazes e região  24 Rio de Janeiro Volta Redonda, Petrópolis e região  27 Espírito Santo Vitória e região  28 Espírito Santo Cachoeiro de Itapemirim e região  31 Minas Gerais Belo Horizonte e região  32 Minas Gerais Juiz de Fora e região  33 Minas Gerais Governador Valadares e região  34 Minas Gerais Uberlândia e região  35 Minas Gerais Varginha, Poços de Caldas e região  37 Minas Gerais Divinópolis e região  38 Minas Gerais Montes Claros e região  Região Sul  DDD  Estado  Região  41 Paraná  Curitiba e região  42 Paraná  Ponta Grossa e região  43 Paraná  Londrina e região  44 Paraná  Maringá e região  45 Paraná  Foz do Iguaçu e região  46 Paraná  Francisco Beltrão e região  47 Santa Catarina  Joinville, Blumenau e região  48 Santa Catarina  Florianópolis e região  49 Santa Catarina  Chapecó e região  51 Rio Grande do Sul  Porto Alegre e região  53 Rio Grande do Sul  Pelotas e região  54 Rio Grande do Sul  Caxias do Sul e região  55 Rio Grande do Sul  Santa Maria e região  Região Centro-Oeste  DDD  Estado  Região  61 Distrito Federal / Goiás  Brasília e entorno  62 Goiás  Goiânia e região  63 Tocantins  Palmas e estado  64 Goiás  Rio Verde e região  65 Mato Grosso  Cuiabá e região  66 Mato Grosso  Rondonópolis e região  67 Mato Grosso do Sul  Campo Grande e estado  68 Acre  Rio Branco e estado  69 Rondônia  Porto Velho e estado  Região Nordeste  DDD  Estado  Região  71 Bahia  Salvador e região  73 Bahia  Ilhéus, Itabuna e região  74 Bahia  Juazeiro e região  75 Bahia  Feira de Santana e região  77 Bahia  Vitória da Conquista e região  79 Sergipe  Aracaju e estado  81 Pernambuco  Recife e região  82 Alagoas  Maceió e estado  83 Paraíba  João Pessoa e estado  84 Rio Grande do Norte  Natal e estado  85 Ceará  Fortaleza e região  86 Piauí  Teresina e região  87 Pernambuco  Petrolina e região  88 Ceará  Juazeiro do Norte e região  89 Piauí  Picos e região  Região Norte  DDD  Estado  Região  91 Pará  Belém e região  92 Amazonas  Manaus e região  93 Pará  Santarém e região  94 Pará  Marabá e região  95 Roraima  Boa Vista e estado  96 Amapá  Macapá e estado  97 Amazonas  Coari e região  98 Maranhão  São Luís e região  99 Maranhão  Imperatriz e região  Saiba mais sobre como a Anatel

Saiba mais »
ebitda

EBITDA: o que é, como calcular e os 3 erros para evitar

É um dos indicadores financeiros mais usados no mundo corporativo, ele aparece em relatórios de investidores, análises de valuation, negociações de M&A e reuniões de diretoria, mas ainda gera dúvidas especialmente sobre o que ele realmente mede e o que ele não mede.  Neste guia, você vai entender o que é, o que significa a sigla, como calcular com um exemplo prático, qual a diferença entre EBITDA e EBIT, o que é margem e por que esse indicador é importante para a gestão financeira da sua empresa.  O que é e o que significa a sigla? É a sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization. Em português, significa Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, aqui também é chamado de LAJIDA.  Cada letra da sigla representa um elemento que é excluído do cálculo: Em termos simples, ele mede o resultado operacional de uma empresa antes de descontar os efeitos financeiros, tributários e contábeis, ou seja, ele mostra quanto a empresa gera de caixa com suas operações principais, sem a influência de decisões de financiamento, política fiscal ou métodos contábeis.  Por isso, é amplamente usado para comparar empresas de diferentes países, setores e estruturas de capital. Ele cria uma base comum de comparação, eliminando variáveis que dependem de decisões externas ao negócio em si. Para que serve o EBITDA? Ele serve para três propósitos principais: Medir a eficiência operacional  Mostra o quanto a empresa gera de resultado com suas atividades principais antes de qualquer efeito financeiro ou tributário, isso permite avaliar se o negócio é operacionalmente eficiente, independentemente de como ele é financiado ou tributado.  Uma empresa com EBITDA positivo gera caixa com suas operações, já uma empresa com o marcador negativo consome caixa, mesmo que o lucro líquido mostre outro resultado por conta de benefícios fiscais ou ganhos não operacionais.  Comparar empresas do mesmo setor  Como ele elimina os efeitos de impostos, estrutura de dívida e políticas contábeis, ele cria uma base de comparação mais justa entre as empresas. Por exemplo: dois negócios com o mesmo EBITDA podem ter lucros líquidos muito diferentes, isso se dá por conta de alíquotas de imposto distintas, níveis de endividamento ou métodos de depreciação.  Por isso, analistas e investidores usam o EBITDA como ponto de partida para comparar empresas dentro do mesmo setor.  Estimar o valor da empresa  É um dos principais inputs no cálculo de valuation. O múltiplo EV/EBITDA (calculo do: valor da empresa dividido pelo EBITDA) é um dos indicadores mais usados em processos de M&A, captação de investimento e IPO.  Saiba mais sobre análise de custos: como identificar onde a empresa está gastando mais do que deveria.  Como calcular: fórmula e exemplo prático  Como todos os calculos, ele também possui uma forma simples e prática de ser calculada:  A fórmula do EBITDA  Existem duas formas de calcular. A mais direta parte do lucro operacional:  EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação + Amortização  A segunda forma parte do lucro líquido:  EBITDA = Lucro Líquido + Juros + Impostos + Depreciação + Amortização  As duas chegam ao mesmo resultado quando aplicadas corretamente.  Exemplo prático de cálculo Imagine uma empresa de tecnologia com os seguintes dados no último exercício:  Indicador  Valor  Receita líquida R$ 10.000.000  Custos e despesas operacionais  R$ 6.500.000  Lucro operacional (EBIT R$ 3.500.000  Depreciação  R$ 400.000  Amortização  R$ 100.000  EBITDA  R$ 4.000.000  Cálculo: EBITDA = R$ 3.500.000 + R$ 400.000 + R$ 100.000 = R$ 4.000.000  Isso significa que a empresa gerou R$ 4 milhões com suas operações principais, isso claro, antes de pagar juros, impostos e desconsiderando os efeitos contábeis de depreciação e amortização. O que cada componente representa Eles representam: Depreciação É a perda de valor de ativos tangíveis ao longo do tempo, com: máquinas, equipamentos, veículos. A depreciação é um custo contábil, não um desembolso de caixa real.  Amortização  É semelhante à depreciação, mas aplicada a ativos intangíveis, como: patentes, softwares, marcas registradas. Também é um custo contábil, não um desembolso real.  Juros  Representam o custo da dívida da empresa, quando excluimos os juros conseguimos avaliar o negócio independentemente de como ele é financiado.  Impostos   Variam por país, setor e estrutura jurídica, excluir os impostos permite comparar empresas sujeitas a regimes tributários diferentes.  Sua empresa tem controle claro de todos os custos operacionais que impactam o EBITDA? Veja como estruturar a gestão de custos de telecom e TI.  O que é margem  A margem EBITDA é o EBITDA expresso como percentual da receita líquida. Ela mostra quanto de cada real de receita se converte em resultado operacional. Fórmula da margem EBITDA Margem EBITDA = (EBITDA ÷ Receita Líquida) × 100  Usando o exemplo anterior:  Margem EBITDA = (R$ 4.000.000 ÷ R$ 10.000.000) × 100 = 40%  Uma margem EBITDA de 40% significa que, para cada R$ 100 de receita, a empresa gera R$ 40 de resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.  O que é uma boa margem?  Não existe uma resposta única, a margem varia muito por setor. Em geral:  O mais importante é comparar a margem EBITDA da empresa com empresas do mesmo setor e monitorar sua evolução ao longo do tempo. Vale ressaltar que uma margem crescente indica ganho de eficiência operacional, já uma margem caindo exige investigação sobre onde estão os custos crescendo mais do que a receita.  EBITDA vs EBIT: qual a diferença  EBITDA e EBIT são indicadores relacionados mas medem coisas diferentes.  EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) é o lucro antes de juros e impostos, equivale ao lucro operacional (ele já desconta a depreciação e amortização do resultado).  EBITDA vai um passo além: adiciona de volta a depreciação e amortização ao EBIT, por isso, o EBITDA é sempre maior ou igual ao EBIT.  Indicador  O que exclui  EBIT  Juros e impostos  EBITDA  Juros, impostos, depreciação e amortização  Quando usar cada um  O EBIT é mais útil para avaliar a rentabilidade real do negócio, já que a depreciação representa o desgaste real dos ativos. O EBITDA é mais útil para comparar empresas com estruturas de ativo muito diferentes ou para estimar a

Saiba mais »
gestão de telecom

Gestão de telecom: como o TEM e a Anatel reduzem os custos agora

Gestão de telecom: se você chegou até aqui, já sabe o que é a Anatel, já entendeu quais direitos ela garante para empresas contratantes e já identificou onde sua empresa provavelmente está perdendo dinheiro em telecom.  Agora a pergunta é uma só: o que você vai fazer com essa informação?  Porque o prazo de contestação da Anatel corre, porque o contrato de telecom que vence nos próximos meses vai renovar e a operadora vai partir das condições atuais para a renovação, e porque cada mês sem TEM telecom é um mês com faturas pagas sem auditoria, linhas ativas sem usuário e tarifas acima do mercado que ninguém está questionando.  Este artigo mostra como o TEM Navita Connect resolve esses três problemas, com dados reais de uma empresa que passou por exatamente essa situação.  O custo real de não ter gestão de telecom  Toda empresa que paga faturas de telecom sem TEM tem o mesmo problema, só não entende o ‘tamanho’ dele.  Sem gestão de telecom com o TEM, a empresa não tem como saber quantas linhas estão ativas sem usuário, não tem como comparar o que está sendo cobrado na fatura com o que está no contrato, não tem como monitorar se o consumo real de dados está alinhado com a franquia paga, e não tem como saber se o contrato que vence no próximo trimestre está 20%, 30% ou 40% acima do que o mercado pratica hoje.  Essa assimetria de informação é o que faz a operadora chegar à renovação com uma proposta que parece razoável e a empresa assina porque não tem nenhum dado para comparar.  O resultado acumulado desse ciclo aparece nas faturas mensais que ninguém questiona, em contratos que renovam automaticamente, em linhas de ex-colaboradores que continuam gerando custo porque ninguém cancelou, e em serviços adicionais cobrados por linha que ninguém solicitou e que somam no total da fatura.  O que acontece quando a fatura chega e ninguém audita  A fatura de telecom corporativa é um dos documentos mais complexos que existem na gestão financeira de uma empresa, porque nela se acumulam: dezenas de linhas, planos diferentes por perfil de usuário, tarifas de roaming, serviços adicionais, taxas administrativas e encargos que aparecem e desaparecem de mês a mês.  O processo padrão da maioria das empresas é o seguinte: a fatura chega, o financeiro confere o total, compara com o mês anterior, e aprova, mas no fim ninguém conferiu todos os detalhes necessários.  E a Anatel garente o direito de contestar essas cobranças, mas isso só é possível se alguém auditar.  O ciclo do desperdício silencioso  Existe um padrão que se repete em empresas de médio e grande porte que não tem TEM, chamamos isso de ciclo de desperdício silencioso.  No primeiro ano: o gestor percebe que a fatura está alta, mas não tem tempo para investigar.  No segundo ano: o contrato renova automaticamente (com reajuste), o valor sobre, mas a comparação é com o ano anterior, e não com o mercado.  No terceiro ano: a empresa tem 15 linhas de ex-colaboradores ativas, dois contratos venceram e renovaram sem renegociação, também há serviços sendo cobrados por linha que ninguém sabe ‘onde estão’, e por fim: o valor mensal é 35% maior do que deveria ser.  E ninguém percebeu isso, porque como desenhamos acima: ele cresce devagar. Ano após ano, e no final acaba com um buraco expressivo no orçamento de TI.  O que a gestão de telecom faz que a sua planilha não consegue  Planilha de controle de telecom funciona enquanto a operação é pequena e o responsável não ‘sai de férias’.  Com dezenas ou centenas de linhas, múltiplas operadoras e contratos com datas de vencimento diferentes, a planilha começa a falhar exatamente quando mais importa: no mês da renovação, quando alguém sai da empresa ou quando a fatura chega com um valor incorreto.  A planilha em si não é o maior problema, o que ela representa que é: um processo manual que depende de uma pessoa se lembrar de fazer a coisa certa, no momento certo. E em gestão de telecom, quando essa pessoa se esquece, o custo aparece na fatura do mês seguinte.  O TEM resolve quatro problemas que a planilha cria:  Inventário automatizado de TEM  Todas as linhas, contratos e serviços centralizados em um único painel, o que em tese significa que: nenhum contrato vence sem alerta, nenhuma linha ativa sem usuário passa despercebida e nenhuma linha de ex-colaborador continua gerando custo. (E tudo isso atualizado em tempo real, e qualquer desvio que acontece gera um alerta automático).  Auditoria automática de faturas  Cada fatura é comparada automaticamente com o contrato vigente, linha a linha, e as divergências são sinalizadas para contestação dentro do prazo da Anatel. Monitoramento de consumo de dados (redução de custos telecom)  O TEM monitora o consumo real de cada linha e compara com a franquia contratada, quando a linha consome 5TB de um plano de 27TB, o sistema identifica o superdimensionamento imediatamente e a empresa tem dados organizados para renegociar antes da próxima renovação.  Sem TEM, esse superdimensionamento só é descoberto quando alguém resolve investigar, em muitos casos, isso nunca acontece e a empresa continua pagando por capacidade que nunca usa. Gestão de contratos e vencimentos para redução de custos telecom  Alertas automáticos de contratos próximos do vencimento com uma antecedência de 6 meses, isso é tempo suficiente para fazer um benchmarking de mercado, solicitando propostas de outras operadoras e negociando com os dados certos.  Na planilha, o vencimento aparece só quando alguém olha a data correta, já no TEM, o alerta chega automaticamente, com antecedência suficiente para agir antes de ser pego de surpresa pela renovação automática.  Como o Navita Connect usa a Anatel a favor da sua empresa  O Navita Connect é o TEM telecom da Enghouse Navita e foi desenvolvido para transformar os direitos regulatórios da Anatel em processos automáticos que funcionam todo mês.  A diferença entre uma empresa que usa a Anatel a seu favor e uma que não usa não é conhecimento, toda empresa

Saiba mais »
auditoria de telecom

Auditoria de telecom: Anatel, contestação e redução de custos

Auditoria de telecom é o processo que separa as empresas que pagam o que a operadora cobra das que pagam apenas o que devem, e a Anatel (Agência Reguladora de Telecomunicações do Brasil) é quem define as regras que tornam essa diferença possível.  O problema é que a maioria das empresas conhece a Anatel pelo lado das reclamações: quando o serviço está ruim, quando o atendimento falha. Poucos gestores sabem que a regulação da Anatel cria direitos específicos para quem contrata serviços de telecomunicações corporativos e que esses direitos valem especialmente no momento de maior exposição financeira: a renovação de contratos.  Neste artigo, você vai entender quais direitos a Anatel garante para empresas, onde estão os maiores riscos de não conformidade em contratos de telecom e como o TEM (Telecom Expense Management) transforma a regulação em vantagem prática na gestão do dia a dia.  O que a Anatel garante na auditoria de telecom corporativo  A Anatel regula todos os serviços de telecomunicações do Brasil e isso inclui os contratos corporativos de telefonia fixa, internet e links de dados. Empresas que contratam esses serviços têm direitos específicos garantidos pela regulação da agência.  Os principais estão na Resolução 632 da Anatel, que estabelece o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). Ainda que o texto use o termo “consumidor” ele se aplica a pessoas jurídicas contratantes de serviços regulados pela Anatel.  Direito à fatura detalhada (auditoria de telecom)  A operadora é obrigada a fornecer fatura com discriminação de todos os serviços cobrados, isso inclui: tarifas por linha, serviços adicionais, encargos de roaming e qualquer cobrança avulsa.  Direito à contestação retroativa pela Anatel  A empresa pode contestar cobranças indevidas retroativamente em até 90 dias a partir da data de cada fatura, isso significa que cobranças incorretas identificadas hoje podem ser contestadas sobre os últimos três meses.  Direito à notificação prévia de mudanças contratuais  Qualquer alteração nas condições do contrato como: tarifas, planos, serviços incluídos, deve ser comunicada com antecedência mínima definida pela Anatel.  Direito ao cancelamento sem multa após fidelização  Quando o período de fidelização contratual se encerra, a empresa pode cancelar os serviços sem ter uma multa de rescisão, as cobranças de multa após o término da fidelização são irregulares perante a Anatel.  Direito à portabilidade numérica  Empresas podem migrar de operadora mantendo os números de telefone, a operadora de destino é responsável por todo o processo de portabilidade, que deve ser concluído dentro dos prazos regulatórios.  Os principais riscos de não conformidade em auditoria de telecom corporativo  Conhecer os direitos é o primeiro passo, o problema é que a maioria dos riscos de não conformidade em telecom corporativo não aparece como uma irregularidade “óbvia”, elas aparecem de forma diluída mensalmente nas faturas, pagos sem um questionamento porque ninguém compara o que foi cobrado do que foi contratado.  Serviços adicionais não solicitados  Operadoras frequentemente incluem serviços extras no contrato, tais como: plataformas de conteúdo, seguros de aparelhos, gestão de voz, tudo isso cobrados por linha, sem que a empresa tenha solicitado. Quando não discriminados claramente, esses itens passam meses gerando custo sem que ninguém perceba.  Linhas ativas de colaboradores desligados  Uma das fontes mais comuns de desperdício e risco regulatório: as linhas corporativas que permanecem ativas após o desligamento dos colaboradores. Além do custo, essas linhas ativas sem um usuário definido podem representar um risco de segurança e dificuldade de rastreamento em caso de auditoria.  Tarifas aplicadas incorretamente (como o telecom corporativo perde dinheiro)  A operadora aplica uma tarifa, porém o contrato prevê outra, essa diferença por mais pequena que seja, multiplicada por centenas de linhas em diversos meses, representa um valor bem expressivo. A Anatel permite contestar essas diferenças, mas a empresa precisa ter todos os dados salvos para identificá-las corretamente.  Contratos renovados automaticamente sem renegociação  O contrato vence, renova no automático com as mesmas condições (que muitas vezes não tem nenhum benefício) e a empresa segue pagando o que vinha pagando, sem saber que está acima do mercado. A Anatel exige notificação prévia para mudanças, mas não impede a renovação automática sem renegociação se a empresa não agir.  Ausência de inventário atualizado  Sem um inventário completo de linhas, contratos e serviços ativos, a empresa não consegue identificar nem as irregularidades regulatórias nem as oportunidades de contestação. E sem os dados organizados, os 90 dias de prazo para contestação passam sem que a empresa perceba que tinha o direito de agir.  Como contestar a fatura de telefonia corporativa pela Anatel  A contestação de faturas é um dos direitos mais concretos que a regulação da Anatel garante para as empresas e um dos menos utilizados, porque depende de um processo que a maioria das empresas não tem estruturado.  O processo funciona dessa forma:  Identificar a divergência na auditoria de telecom  Comparar o cobrado nas faturas com o previsto nos contratos. Pode ser: uma tarifa diferente, um serviço que não foi contratado, uma cobrança por uma linha inativa ou um encargo de roaming acima do previsto no contrato, sem essa comparação a divergência nunca é identificada.  Registrar a contestação com a operadora  A empresa comunica formalmente a divergência à operadora e a operadora tem um prazo regulatório para responder: 5 dias úteis por telefone (quando o contrato prevê esse canal) ou 48h por e-mail para a primeira resposta, e até 30 dias para a devolutiva final.  Escalar para a Anatel se necessário  Se a operadora não responder dentro do prazo ou não resolver a divergência adequadamente, a empresa pode registrar uma reclamação formal junto à Anatel. A agência monitora os índices de resolução de cada operadora e pode abrir um processo administrativo em caso de descumprimento sistemático.  O prazo que poucas empresas conhecem A contestação pode ser feita retroativamente em até 3 anos a partir da data de cada fatura. Isso significa que cobranças indevidas identificadas agora (nas faturas dos últimos três anos) ainda podem ser contestadas, depois desse período, o prazo se encerra e o valor não pode mais ser recuperado.  Por isso, o ciclo de auditoria

Saiba mais »
Anatel

O que é Anatel: guia completo sobre a agência reguladora

O que é Anatel é uma das dúvidas mais comuns de quem começa a entender como funciona o setor de telecomunicações no Brasil e faz sentido. A singla aparece em: contratos, faturas, reclamações e notícias sobre telefonia, internet e TV por assinatura, mas nem todo mundo sabe exatamente o que esse órgão faz e por que ele importa.  Neste guia, você vai entender o que é Anatel, como ela foi criada, quais são as suas funções, quais serviços ela regula e como ela afeta tanto consumidores quanto empresas que operam no setor de telecomunicações.  O que é Anatel? Anatel é a singla para Agência Nacional de Telecomunicações, é o órgão regulador federal responsável por fiscalizar, regular e controlar os serviços de telecomunicações no Brasil: telefonia fixa, tefonia móvel, internet, TV por assinatura e serviços de rádio.  É uma autarquia federal especial, vinculada ao Ministério das Comunicações. Isso significa que ela faz parte da admistração pública, mas atua com independência administrativa e autonomia financeira, não depende de ordens diretas do governo para tomar decisões técnicas e regulatórias.  Em termos simples: a Anatel é o árbitro do setor de telecomunicações brasileiro. Ela estabelece as regras, fiscaliza o cumprimento e intervém quando operadoras ou prestadores de serviços não entregam o que prometeram.  Saiba mais sobre o setor de telecomunicações e como ele é estruturado no Brasil. Como ela foi criada? Foi criada pela Lei Geral de Telecomunicações – Lei 9.472, de 16 de julho de 1997 e instalada oficialmente em 5 de novembro do mesmo ano. Foi a primeira agência reguladora a ser instalada no Brasil.  Sua criação faz parte de um contexto específico, até o final da década de 1990, os serviços de telecomunicações no Brasil eram prestados pelo Estado, com a Telebrás como empresa monopolista. O modelo apresentava problemas conhecidos, como: qualidade insatisfatória, expansão limitada e ausência de competição.  A Emenda Constitucional 8, de 1995, abriu caminho para a mudança ao eliminar a exclusividade estatal na exploração dos serviços de telecomunicações. Com isso, o mercado foi aberto à iniciativa privada à competição.  A Lei Geral de Telecomunicações de 1997 foi o passo seguinte: reorganizou o modelo, privatizou o setor e criou a Anatel para assumir o papel de reguladora. O Estado deixou de ser prestador de serviços e passou a ser o regulador, garantindo que as empresas privadas cumprissem padrões de qualidade, competissem de forma justa e respeitassem os direitos dos consumidores.  Desde então, a agência reguladora de telecomunicações atua com sede em Brasília e mantém gerências regionais e unidades operacionais em todas as capitais brasileiras.  O que ela faz: funções e atribuições  Vai muito além de receber reclamações de consumidores. A agência tem funções que impactam todo o ecossistema de telecomunicações do país, das operadoras aos usuários, das empresas privadas às políticas públicas de conectividade.  Regulamentação A Anatel edita resoluções e normas que estabelecem as regras para a prestação de serviços de telecomunicações. Define padrões técnicos, obrigações de cobertura, critérios de qualidade e condições contratuais que todas as operadoras devem cumprir. Fiscalização Monitora continuamente se as operadoras estão cumprindo as regras estabelecidas, realiza auditorias, mede qualidade e inspeções e quando identifica irregularidades, pode abrir processos administrativos e aplica sansões. Concessão e autorização de serviços Concede e renova as licenças que permitem às empresas operar no setor de telecomunicações. Sem autorização da Anatel, nenhuma operadora pode prestar serviços de telefonia, internet ou TV por assinatura no Brasil. Gestão do espectro de radiofrequência Administra o uso do espectro eletromagnético, o recurso fisico que viabiliza comunicações sem fio, do rádio ao 5G, e por fim, realiza leilões de frequências e define as condições de uso por cada operadora. Homologação de equipamentos Todo aparelho que utiliza radiofrequência no Brasil precisa ser homologado pela Anatel antes de ser comercializado, seja: smartphones, roteadores, modems e dispositivos IoT passam por esse processo de certificação. Mediação de conflitos Atua como mediadora entre consumidores e operadoras, e entre empresas do setor, então eles recebem: reclamações, monitora índices de satisfação e pode determinar medidas corretivas quando os indicadores de qualidade ficam abaixo do mínimo exigido. Quer entender como a regulação da Anatel afeta os contratos de telecom da sua empresa?   Saiba mais sobre gestão de telecom corporativo e como reduzir custos de telecomunicações na sua empresa.  Quais serviços a Anatel regula  A fiscalização de telecomunicações cobre todos os principais serviços de comunicação disponíveis no Brasil.  Telefonia móvel (SMP) O serviço móvel pessoal, o que chamamos de celular, é regulado por ela. A agência define padrões de cobertura, qualidade de chamadas e regras para roaming nacional e internacional. Telefonia fixa (STFC) O serviço telefônico fixo comutado, a linha fixa tradicional, também está sob a regulação da agência. Com a redução do uso de linhas fixas, a agência tem acompanhado a modernização desse serviço e a migração para VoIP. Internet banda larga (SCM) O serviço de comunicação multimídia engloba a internet banda larga fixa e móvel. A Anatel regula as velocidades mínimas contratadas, a qualidade da conexão e os direitos dos consumidores em caso de descumprimento contratual. TV por assinatura (SeAC) O serviço de acesso condicionado, seja: TV a cabo, satélite e IPTV, é fiscalizado pela Anatel em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) para questões de conteúdo. Radiodifusão Estações de rádio AM, FM e televisão aberta têm parte de sua regulação técnica feita pela Anatel, especialmente no que se refere ao uso de radiofrequências e padrões de transmissão. Serviços de dados e comunicações corporativas  Empresas que contratam links dedicados, redes privativas de dados e soluções de conectividade corporativa também estão sob o alcance da regulação da Anatel, o que afeta diretamente os contratos de telecom empresarial.  Saiba mais sobre a regulação Anatel para contestação de faturas de telecom corporativo.  Como a Anatel se relaciona com consumidores e empresas  A Anatel atua em dois níveis simultaneamente: protege o consumidor final e regula as empresas do setor.  Para o consumidor, a agência mantém canais de reclamação como: portal consumidor.gov.br e a plataforma própria da Anatel, onde é possível registrar problemas

Saiba mais »