O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de produtos agropecuários, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Além disso, o setor representa cerca de 20% do PIB nacional. Por isso, empresas que não adotam tecnologia no agronegócio perdem competitividade.
No entanto, quando falamos em tecnologia no agronegócio, a conversa quase sempre gira em torno de sensores, drones e IoT. Isso é importante, porém, existe uma camada igualmente crítica que fica fora da discussão: a gestão dos dispositivos móveis e dos custos de telecom que sustentam essa infraestrutura toda.
Índice
O que é tecnologia no agronegócio na prática?
Tecnologia no agronegócio é o uso de soluções digitais para aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar a gestão de operações rurais e agroindustriais.
Além disso, tecnologia no agronegócio inclui a gestão de pessoas, dispositivos e dados que circulam fora do escritório, em campo, em cooperativas, ou em plantas industriais.
Portanto, tecnologia no agronegócio vai muito além do que acontece na lavoura. Ela cobre toda a cadeia operacional (do campo ao financeiro).
Por que a tecnologia no agronegócio cresceu tanto?
De acordo com o estudo da McKinsey, 71% dos produtores rurais brasileiros já utilizam plataformas online em suas operações, ou seja, a digitalização do setor é uma realidade consolidada.
O avanço tecnológico traz novos desafios, por exemplo: quanto mais dispositivos conectados em campo, maior é a superfície de risco para dados corporativos. Quanto maior a operação distribuída, mais difícil é controlar custos de telecom sem uma ferramenta específica.
Por isso, tecnologia no agronegócio precisa incluir também a governança sobre esses dispositivos e esses custos.
5 soluções de tecnologia no agronegócio que fazem diferença na gestão
A tecnologia no agronegócio se aplica em diferentes camadas da operação. A seguir, apresentamos as 5 soluções que empresas do setor estão usando para crescer com mais controle e menos risco.
1- Gestão de dispositivos móveis (MDM) no agronegócio
Tecnólogos, técnicos agrícolas, representantes comerciais e equipes de campo usam celulares e tablets com acesso a sistemas internos, dados e informações estratégicas.
Sem MDM, cada um desses dispositivos é um ponto de risco não gerenciado. Além disso, quando um técnico é desligado ao fim da safra, o acesso ao sistema continua aberto até que alguém perceba.
Com MDM aplicado à tecnologia no agronegócio, o time controla todos os dispositivos de forma centralizada. Como resultado, é possível revogar acessos imediatamente, bloquear dispositivos perdidos em campo e garantir que as políticas de segurança estejam ativas, independente de onde o aparelho esteja.
Saiba mais sobre o que é MDM e como ele protege dispositivos corporativos na prática.
2- Gestão de custos de telecom (TEM) no agronegócio
Empresas do agronegócio com operações distribuídas têm um perfil de gasto de telecom difícil de auditar manualmente, por exemplo: contratos com diferentes operadoras para cobrir regiões com sinal variável, planos de dados com consumo sazonal e linhas associadas a técnicos com alta rotatividade entre safras.
O resultado previsível é sempre o mesmo: a existência de linhas ativas de técnicos que não voltarão na próxima safra, planos pagos sem uso no período de entressafra e contratos vencendo sem que ninguém com alçada para renegociar tenha sido alertado.
Por isso, o TEM (Telecom Expense Management) é uma das soluções de tecnologia no agronegócio com maior retorno imediato. Ele audita faturas automaticamente, monitora o consumo por região e emite alertas de vencimento de contrato, sem depender de uma revisão manual.
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3- Rastreamento veicular integrado à gestão corporativa
Frotas de veículos corporativos são comuns em empresas de insumos, cooperativas e integradoras. No entanto, muitas empresas tratam o rastreamento como uma ferramenta isolada, sem conexão direta com a gestão de dispositivos e custos operacionais.
Quando o rastreamento veicular está integrado à solução de gestão de dispositivos, a empresa tem uma visão completa: onde está o veículo, quem está usando o dispositivo associado e qual é o custo de telecom daquele ativo.
4- Segurança de dados no campo com LGPD
Tecnologia no agronegócio que envolve dados de produtores rurais, contratos de fornecimento e informações comerciais precisa estar em conformidade com a LGPD.
Por exemplo, dados de produtores coletados em campo por técnicos usando tablets corporativos são dados pessoais no sentido da lei, assim, só esses dispositivos não têm política de segurança aplicada, a empresa trata dados pessoais em ambiente não controlado.
No entanto, muitas empresas do agronegócio ainda não consideram isso na sua estratégia de tecnologia. Como resultado, ficam expostas a riscos regulatórios que podem comprometer contratos com grandes clientes e parceiros. Segundo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), as penalidades incluem multas de até 2% do faturamento.
5- Gestão de mobilidade na entressafra
Tecnologia no agronegócio tem uma particularidade que poucas soluções endereçam: a sazonalidade. Por exemplo, na entressafra, parte dos dispositivos fica inativa por meses, na safra seguinte, esses dispositivos precisam ser reativados, atualizados e configurados antes de voltarem a campo.
Sem uma gestão centralizada, esse processo depende de cada colaborador fazer manualmente e raramente acontece com a consistência necessária. MDM aplicado à tecnologia no agronegócio permite gerenciar o ciclo sazonal de dispositivos de forma automatizada. As atualizações são aplicadas remotamente durante a entressafra e os dispositivos chegam ao início da safra prontos para uso.
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Como a tecnologia no agronegócio se conecta à governança corporativa
Tecnologia no agronegócio não fica apenas no operacional, além disso, ela impacta diretamente a governança da empresa e isso é especialmente relevante para cooperativas e empresas de médio e grande porte.
Por exemplo, uma cooperativa com centenas de técnicos de campo e dezenas de veículos precisa de visibilidade sobre todos esses ativos para tomar decisões de orçamento, renegociar contratos com operadoras e responder auditorias de conformidade.
A tecnologia no agronegócio que inclui MDM e TEM não é custo de TI, é investimento em governança com retorno mensurável em redução de desperdício e mitigação de risco.
Segundo pesquisa do PwC Agtech Innovation, o agronegócio brasileiro está avançando na maturidade de inovação, mas os maiores ganhos ainda estão em áreas de gestão, não só em tecnologia de campo.
A Enghouse Navita oferece soluções de gestão de dispositivos (MDM), gestão de telecom (TEM) e segurança para colaboradores em campo (PRIVO), especificamente para empresas com equipes distribuídas e operações em campo.
Além disso, a Enghouse Navita é Android Enterprise Gold Partner, uma das únicas empresas no Brasil com essa certificação.
Saiba mais sobre como o MDM se aplica ao contexto industrial e de campo.
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