O que é cloud computing, na prática? É o modelo em que uma empresa usa servidores, armazenamento e software de terceiros pela internet, em vez de manter tudo isso na própria estrutura física.
Isso parece simples, e é. Mas o que acaba ficando complicado, com o tempo, é o custo: uma empresa que roda tudo na nuvem hoje gasta mais de 5 milhões de dólares por mês em cloud pública, segundo o Flexera 2026 State of the Cloud Report, em três de cada quatro grandes empresas do estudo.
Os três modelos de cloud computing
Cloud computing não é uma coisa só, são três modelos diferentes de entrega, cada um com um nível diferente de controle e de responsabilidade sobre o que roda dentro dele, são eles:
IaaS (Infrastructure as a Service)
Esse é o modelo onde a empresa aluga a infraestrutura, servidores, armazenamento, rede, e cuida de tudo que roda em cima dela sendo: sistema operacional, aplicações, dados. É o modelo mais flexível e o que exige mais gestão interna, isso porque no IaaS o provedor entrega só a camada mais básica, servidor, armazenamento, rede, e para nesse ponto, tudo que roda em cima disso vira uma responsabilidade de quem contratou:
Sistema operacional: para instalar, atualizar e aplicar patch de segurança.
Middleware e runtime: para configurar o ambiente onde a aplicação vai rodar.
Aplicações e dados: para desenvolver, manter e fazer backup
Segurança de tudo isso: monitorando a vulnerabilidade, configurar o firewall e gerenciar o acesso.
PaaS (Platform as a Service)
O provedor entrega a infraestrutura e a plataforma de desenvolvimento pronta, a empresa só cuida da aplicação e dos dados, isso reduz todo o trabalho operacional, mas reduz também o controle sobre a configuração.
SaaS (Software as a Service)
O software já vem pronto para uso e a empresa só usa. É o modelo mais simples de operar e também o que mais silenciosamente acumula custo, porque cada time contrata sua própria ferramenta sem que ninguém tenha visão do total.
Exemplos práticos de cada modelo
Vamos trazer aqui exemplos práticos que você consegue encontrar diariamente ao usar cada um desses modelos: uma empresa que aluga servidores virtuais para rodar seu próprio sistema está em IaaS. Já um time de desenvolvimento que usa uma plataforma pronta para publicar aplicações, sem gerenciar servidor nenhum, está em PaaS. Um departamento que assina uma ferramenta de CRM ou de gestão de projetos, acessível direto pelo navegador, está em SaaS.
Na prática, a maioria das empresas usa os três ao mesmo tempo, em fornecedores diferentes, contratados por times diferentes e em momentos diferentes. Na verdade, esse é um dos maiores motivos do porquê o custo de cloud costuma ser tão difícil de prever.

Cloud pública, privada e híbrida: outra camada de decisão
Além dos três modelos de serviço, existe uma segunda classificação, que trata de onde a infraestrutura roda.
Cloud pública é compartilhada entre vários clientes de um mesmo provedor, como AWS, Azure ou Google Cloud. Cloud privada é dedicada a uma única empresa, seja num data center próprio ou hospedada por terceiros. Cloud híbrida combina as duas, parte da operação rodando em nuvem pública, parte em infraestrutura própria ou privada.
Segundo o Flexera 2026 State of the Cloud Report, 73% das organizações já adotam algum modelo híbrido, o que aumenta a complexidade de acompanhar esse custo, já que cada ambiente tem sua própria lógica de cobrança e seus próprios contratos, além de serem contratados por times diferentes, o que deixa a previsão de custo ainda mais difícil.
Por que o custo de cloud foge do controle?
Aqui está o ponto que a maioria dos guias sobre cloud computing não menciona: a facilidade de contratar é também o motivo do descontrole. Não existe um processo de compra formal para ligar um novo servidor ou assinar uma ferramenta, muitas vezes basta um cartão corporativo e um clique para ‘finalizar a compra’.
O resultado aparece nos números que as pesquisas trazem recentemente, segundo o Flexera 2026 State of the Cloud Report, 29% do gasto com cloud é considerado desperdício, esse é o maior índice em cinco anos, revertendo uma tendência de queda que vinha se mantendo desde 2021 e em 17% das organizações pesquisadas estouraram o orçamento de cloud pública no último ano.
Isso não é um problema técnico, é um problema de visibilidade dentro das empresas e é um caso comum, e ninguém decidiu gastar ‘mal’ de propósito, ninguém tem, no momento em que decide contratar, uma visão clara do que já existe contratado, vencendo ou se sobrepondo, por uma falta de auditorias que viabilizem o aparecimento desses gastos com o cloud.
O que isso significa para o financeiro da empresa
Para quem cuida do orçamento, o cloud vira uma categoria de gasto que cresce sem nenhum tipo de aviso prévio e a fatura de um mês não parece com a do mês anterior, e sem uma auditoria para mostrar pontos ‘cegos’ como: o time de TI recebendo cobranças de ferramentas que ninguém mais usa, o problema só continua escalonando.
Sua empresa sabe, agora, quantos fornecedores de cloud estão sendo pagos ativamente? Se não tem essa relação, com os números corretos em mãos, vale uma conversa com nosso especialista afim de entender de onde vêm e quanto está sendo gasto mensalmente para custos de cloud.
Resumindo
Cloud computing é infraestrutura, plataforma e software entregues pela internet, em três modelos que raramente aparecem sozinhos numa empresa real. Entender quais são os modelos é o primeiro passo. O segundo, que poucos dão, é entender que a facilidade de contratar cloud é exatamente o que torna o custo dela tão difícil de prever, e é aí que o orçamento de TI começa a escapar do controle.
Perguntas frequentes sobre Cloud Computing
O que é cloud computing?
Quais são os três modelos de cloud computing?
Cloud computing é mais barato que servidor próprio?
Por que o custo de cloud é tão difícil de prever?
O que é FinOps?
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