Roaming corporativo: como controlar gastos de telecom em viagens internacionais
Vamos dar um exemplo prático aqui, pense: um executivo viajou por 15 dias para os Estados Unidos, sem ter um pacote de roaming ativado, e quando a fatura de telecom do mês chegou: R$ 20.000,00.
O serviço de roaming corporativo internacional é um dos principais geradores de cobranças indevidas nas faturas de telecom corporativo brasileiro. O problema não é o roaming em si, é a ausência de controle sobre quem usa, como usa e quanto fica (isso claro, antes que a fatura chegue.)
Este guia mostra por que o roaming corporativo sai caro, como estruturar o controle e como o TEM automatiza o monitoramento para que nenhuma viagem vire surpresa no fechamento do mês.
Por que o roaming corporativo sai tão caro
Ele tem três características que tornam o custo difícil de controlar sem ter um processo estruturado por trás:
As tarifas avulsas são muito mais caras que os pacotes
Serviços excedentes de roaming, como: voz, dados e SMS usados além ou fora de um pacote contratado, custam em média 30% a mais do que o equivalente em pacote, e em destinos como Ásia e Oceania, essa diferença pode chegar a 200%.
Uma ligação avulsa de voz pode variar de R$ 1,99 a R$ 6,40 por minuto, dependendo da operadora e do país, e um pacote de dados diário para o mesmo destino custa uma fração desse valor por MB consumido.
O pacote precisa ser contratado com antecedência
A maioria das operadoras brasileiras exige contratação do pacote de roaming com pelo menos 3 dias de antecedência da viagem, o que significa que quem viaja sem planejar, ou cujo gestor não foi avisado a tempo, sempre usa o roaming avulso por padrão.
O excedente do pacote é cobrado na tarifa mais cara
Quando o colaborador consome todo o pacote contratado e continua usando voz ou dados, o excedente é cobrado na tarifa avulsa (que é a mais cara). Algumas operadoras não permitem a renovação automática do pacote, o que agrava ainda mais o custo.
Os tipos de cobrança de roaming que aparecem na fatura corporativa
Entre os tipos, nós temos:
Roaming de voz
São todas as ligações realizadas e recebidas no exterior. No Brasil, a maioria das operadoras cobra tanto pelas ligações feitas quanto pelas recebidas em roaming, essa é uma distinção importante para gestores que autorizam viagens sem pacote.
Roaming de dados
É todo uso de internet móvel no exterior sem pacote de dados de roaming, esse é o item que mais impacta faturas, especialmente com colaboradores que usam aplicativos corporativos, e-mail e videoconferência normalmente e esquecem de ativar o modo avião ou o pacote de dados na hora.
Roaming de SMS
São todas as mensagens enviadas no exterior, o uso de SMS é bem menos frequente que os dados, mas está presente em faturas de colaboradores que usam SMS para autenticação de dois fatores ou comunicação com clientes locais.
Ligações internacionais do Brasil
Não é tecnicamente roaming, mas aparece como custo de telecom internacional. Todas as ligações feitas do Brasil para outros países sem pacote específico seguem tarifas avulsas que variam significativamente por destino.

Como estruturar uma política de roaming corporativo
Uma política de roaming corporativo resolve o problema antes da viagem, ou seja, não adianta tentar estruturá-la depois que já voltou. Alguns pontos importantes de como estruturar:
Definir quem pode usar roaming
Nem todo colaborador em viagem internacional precisa de um roaming corporativo contratado, isso significa que a política deve definir os perfis de cargo ou função que têm direito a pacote de roaming pago pela empresa.
Estabelecer prazo mínimo de solicitação
Definir que a solicitação de pacote de roaming deve ser feita com pelo menos 3 a 5 dias de antecedência, isso é tempo suficiente para a operadora ativar o serviço e evitar uso avulso.
Definir limites por viagem
Estabelecer um valor máximo de roaming por viagem e por colaborador, com os limites claros estabelecidos se cria uma responsabilidade e permite ao gestor de TI monitorar desvios antes da fatura.
Comunicar as tarifas antes da viagem
Colaboradores que sabem o custo de uma ligação avulsa em roaming tomam decisões diferentes, então é de suma importante a comunicação prévia do valor das tarifas, para evitar gastos desnecessários.
Avaliar alternativas para destinos frequentes
Para países visitados com frequência, avaliar se um chip local ou um plano de roaming dedicado para aquele destino não é mais econômico que o pacote da operadora principal.
Como controlar roaming corporativo sem depender de cada colaborador
A política define as regras e o processo garante que elas sejam seguidas, independentemente de o colaborador lembrar ou não.
Sem sistema de gestão, o controle de roaming depende de:
→ O gestor lembrar de solicitar o pacote antes de cada viagem
→ O colaborador lembrar de ativar o modo avião quando necessário
→ O financeiro perceber a cobrança incomum na fatura do mês seguinte
As três etapas dependem de memória humana e as três falham sistematicamente em empresas com equipes que viajam com frequência.
Já com TEM:
→ O sistema identifica linhas em roaming em tempo real
→ Alertas automáticos de consumo incomum no exterior
→ Relatórios de roaming por colaborador, destino e período
→ Auditoria automática das cobranças de roaming na fatura mensal
A diferença entre “controlar roaming” e “descobrir o problema na fatura” está no processo.
O que a Anatel garante em cobranças indevidas de roaming
O roaming corporativo está sujeito às mesmas regras de contestação que qualquer outra cobrança de telecom. A Resolução 632 da Anatel garante:
Contestação retroativa
Cobranças de roaming identificadas como indevidas, tais como: pacote contratado não aplicado, tarifas acima do contrato, excedente cobrado incorretamente e podem ser contestadas retroativamente.
Fatura detalhada com discriminação de roaming
A operadora é obrigada a discriminar na fatura todas as cobranças de roaming: destino, tipo de uso (voz, dados, SMS), quantidade e valor, todas as faturas sem essa discriminação é considerada irregular.
Prazo de resposta da operadora
Após contestação formal, a operadora tem até 30 dias para dar a devolutiva e sem resposta adequada, a empresa pode escalar para a Anatel.
Saiba mais sobre como estruturar o processo de contestação de faturas pela Anatel dentro do prazo regulatório.
Como o TEM automatiza o controle de roaming corporativo
O TEM Navita Connect monitora o consumo de roaming em tempo real e integra o controle de viagens à gestão de fatura, sem depender de ninguém lembrar de verificar.
Monitoramento de linhas em roaming
O sistema identifica automaticamente quando uma linha está em uso no exterior e sinaliza para o gestor de TI, esse consumo incomum gera um alerta antes de a fatura fechar.
Alertas de consumo no exterior
Quando o consumo de dados ou voz de uma linha no exterior ultrapassa um limite configurado, o gestor recebe alerta em tempo real com tempo de agir antes de o excedente se acumular.
Auditoria automática de cobranças de roaming
Na auditoria mensal de fatura, o TEM compara as cobranças de roaming com os pacotes contratados e as tarifas acordadas e todas as divergências são sinalizadas para contestação dentro do prazo da Anatel.
Relatório de roaming por colaborador e destino
O TEM gera relatórios consolidados de uso de roaming por colaborador, destino e período e esses dados que permitem revisar a política, renegociar pacotes e identificar quem usa mais roaming do que o necessário.
Saiba mais sobre como o TEM garante gestão de telecom contínua e conformidade com a Anatel.
Perguntas frequentes sobre roaming corporativo
Com quanto de antecedência contratar o pacote de roaming?
Qual destino tem o roaming mais caro?
O que fazer quando o colaborador usou roaming sem pacote?
É possível bloquear o roaming de linhas corporativas?
Como saber se as cobranças de roaming estão corretas?
Se fez sentido pra você, fala com a gente. Quero ver como o TEM Navita Connect controla roaming corporativo na prática.
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